Um apaixonado pela velocidade
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Renato Oliveira<br> Reportagem Local 
O jornalista Flávio Gomes é bastante conhecido pela cobertura de automobilismo na televisão fechada (ESPN Brasil) e em sites especializados na internet. Toda a bagagem para escrever sobre as mais diversas categorias das pistas, como a Fórmula 1, Truck e Stock Car, nasceu da paixão por carros antigos que alimenta desde a infância. Gomes esteve em Londrina no final de semana participando de duas etapas da Classic Cup, categoria paulistana.
Quando ainda era criança, Gomes começou a colecionar réplicas em miniatura de carros antigos. Certo dia, relembra, conseguiu acompanhar seu pai numa visita que faria a um colecionador que possuía um museu de raridades. Na casa de Roberto Lee, em Caçapava, no interior de São Paulo, ficou admirado com a atmosfera nostálgica que as relíquias transmitiam. Na época prometi que um dia iria ter o meu. Algum tempo depois comprei o primeiro, o segundo, o terceiro e aí por diante, enumera.
Atualmente, Gomes não sabe ao certo qual a quantidade de veículos antigos que já comprou. Mas se existe uma coisa que não consegue esquecer é do primeiro DKW, que inaugurou a coleção. Dessa marca eu tenho tudo, além de muitos outros da Volkswagen e veículos nacionais dos anos 60 e 70, aponta.
Na hora de adquirir uma relíquia, a importância histórica é primeiro critério. Gomes recorda que assim foi quando começou a comprar os DKWs, carros de procedência alemã, fabricados entre 1958 e 1967, no Brasil.
Por que coleciono DKW? Porque foi o primeiro carro fabricado no Brasil. Por que carro russo? Porque é o retrato de uma época histórica do mundo que não existe mais. São essas coisinhas que fazem escolher entre um e outro, detalha.
Gomes também ressalta que esta opção por veículos antigos também proporciona uma espécie de viagem ao passado. Assim é quando está sentando na direção do DKW, quando percebe um sentimento diferente, aquele de correr como os pilotos dos anos 60 no Brasil. Isso traz uma sensação legal que é importante para mim, aponta.
Já com o Lada Laika a sensação é diferente, porque é um veículo mais novo, que não possui tanta tradição nas pistas de asfalto, mas é muito comum nas estradas de rali pelo leste europeu. Eu me dedico, hoje, mais a melhorar o carro e conseguir tirar mais desempenho do que um sentimento de me sentir na Rússia. Isso ainda não veio ainda, finaliza.


