Ultrapassando limites
Definitivamente, a "El Cruce de Los Andes" não é uma prova como as outras. Como diz o próprio slogan, é uma prova diferente. Imagine atravessar a Cordilheira dos Andes, do Chile à Argentina, em um percurso de 100 quilômetros que deve ser feito em três dias. Isso tudo encarando altitude, temperaturas que podem variar entre -10º e 40º e ainda dormindo em acampamentos. Não, não dá para imaginar.
Só mesmo quem encarou um desafio deste tamanho é que pode contar em detalhes como é viver uma experiência tão intensa. São poucos atletas no mundo. E três londrinenses acabam de entrar para esse seleto grupo. Rodrigo Bussadori, Feis Feres Neto e Silvio Prado participaram da edição deste ano, realizada no início de fevereiro. Estreantes, eles completaram a ultramaratona dentro do tempo exigido pela organização na categoria individual avançado. E não há outra palavra que resuma melhor a trajetória do trio do que superação.
"Cada um vive de uma maneira. No meu caso, foi muita superação. Foi mais que uma prova, foi uma experiência de vida", define Rodrigo.
E não é difícil entender o porquê disso. Basta olhar o cronograma da "El Cruce de Los Andes" para entender que superar limites é quase uma obrigação. Se candidatar a participar de um desafio dessa envergadura não é tarefa das mais simples. Exige muito mais que "só querer". "É uma prova com 15 anos de história e nunca um mesmo percurso foi repetido", detalha Silvio. "Na hora que chega ao final a gente nem sabe de onde veio a força. Até minha fé aumentou", completa.
Maior conjunto contínuo de montanhas que se estende por quase toda a costa ocidental da América do Sul abrangendo sete países
Definição usada para identificar corridas a pé, que tenham percurso superior a 42.195 metros - distância oficial de uma maratona convencional
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





