São Paulo - A determinação sempre foi a principal característica do ultramaratonista Alexandre Sartorato, de 30 anos. ''Dizem que sou teimoso, mas quando tenho um objetivo, dou um jeito e chego onde quero''. A partir de sábado, o atleta precisará de toda a força de vontade para completar o maior desafio da carreira: cruzar o Brasil, do Oiapoque (AP) ao Chuí (RS), num período estimado de três meses, correndo cerca de 100 km por dia, passando por nove Estados.
Mesmo sem patrocinadores, Sartorato embarcou ontem, em São Paulo, rumo à Macapá. A idéia é conciliar a superação de limites com causas sociais, pois o atleta percorrerá 150 cidades divulgando a campanha Amanhã sem Câncer, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), distribuindo folhetos sobre a prevenção à doença.
Não faltarão dificuldades no trajeto de 6 mil km. Para chegar ao Oiapoque, o atleta e sua equipe de apoio, formada por duas pessoas, percorrerão 951 km de estradas de terra, de Macapá ao Oiapoque, em condições precárias.
Tudo isso não assusta o atleta, que planeja dar a volta ao mundo em 2005. ''O risco de lesões é grande e gastarei mais de 10 pares de tênis. Até ficar longe da família vale a pena, quando se tem um objetivo''.

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