São Paulo - A última documentação sobre Serginho que o São Caetano entregou à CBF foi registrada 31 dias antes do exame que detectou problema no coração do jogador. Não é possível, ao menos com base nesse papel, dizer que o clube mentiu à entidade sobre a condição física do zagueiro argumento ventilado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para punir o time do ABC, eventualmente até com o rebaixamento à Terceira Divisão.
Encaminhado junto com o contrato, o atestado foi assinado pelo médico do São Caetano, Paulo Donizetti Forte, em 11 de janeiro deste ano. Exatamente um mês depois, o Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da USP) detectou que o atleta tinha uma cardiomiopatia hipertrófica assimétrica (doença em que o coração incha) em exames de rotina.
Na última segunda-feira, o presidente do STJD, Luiz Zveiter, acenava com a possibilidade de denunciar a equipe do ABC à procuradoria da entidade, caso o problema cardíaco de Serginho tivesse sido omitido pelo São Caetano no documento do atleta na CBF.
Se punido, o clube poderia ser suspenso por um período de 180 a 720 dias (a pena máxima faria o time perder a vaga na Série A). (Folhapress)

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