A última vez que o basquete de Arapongas conquistou o título dos Jogos Abertos do Paraná foi em 1982, em Umuarama. Com Dirceu Marino como secretário municipal de Esportes, coube a Zinzinho comandar o time do lado de fora da quadra. Faziam parte da equipe Estevão, Paulinho Marino, Nelsinho e Ari, entre outros.
O destino colocou mais uma vez Ponta Grossa no caminho de Arapongas. A decisão contra o time dos Campos Gerais foi muito disputada. No final do jogo, o técnico Zinzinho, que também estava inscrito como atleta, entrou em quadra para fazer a cesta que deu o título à ''Cidade dos Pássaros''.
Pouco tempo depois, aconteceu um dos fatos mais tristes da história do basquete araponguense: o falecimento do grande ídolo Zinzinho. Bressan foi o único dos ex-companheiros a ver o corpo, já que o pivô foi enterrado em Birigui. ''A morte dele pegou a todos de surpresa. Foi algo inacreditável'', recorda Bressan.
''Zinzinho foi o jogador mais completo que já conheci. Ele foi melhor que Ubiratã e muitos outros'', lembra Marino. Além de defender Arapongas e a seleção paranaense, Zinzinho foi convocado algumas vezes para a seleção brasileira. ''Ele foi o pivô mais completo do País, além de ser um grande armador'', complementa o irmão Zinzão.
Depois do título de 82 e da morte de Zinzinho, o basquete de Arapongas entrou em uma fase de letargia. Somente em 89, com Marino novamente na secretaria de Esportes, uma nova equipe foi formada para disputar a fase preliminar da Liga Nacional e o Campeonato Paranaense, mas não obteve sucesso.
Depois disso, nunca mais Arapongas contou com equipes de basquete masculino adulto. Para Marino, as prioridades municipais mudaram com o crescimento industrial da cidade. Ao invés de investir no esporte, os administradores passaram a se preocupar com habitação, saúde e educação. ''Faltam lideranças para retomar o trabalho realizado no passado'', conclui o ex-técnico. (G.A.)

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