O Ginásio da Unopar, no Campus Piza, em Londrina, será palco hoje da decisão da 2 Liga Futsal Feminina, a principal competição da categoria da Confederação Brasileira de Futsal (CBFS). Às 20 horas entram em quadra a Unopar/Londrina/Grêmio/Sercomtel, que busca o seu primeiro título nacional na categoria adulto, e o Kindermann/UnC, de Caçador-SC, campeão das últimas duas edições da Taça Brasil de Clubes. O título da Liga é inédito para as duas equipes. A entrada será franca no ginásio.
De um lado estará a larga tradição da equipe londrinense, que está no cenário nacional há mais de dez anos, mas sem ainda o tão sonhado título, e de outro, a surpreendente trajetória de uma equipe com apenas três anos, mas dona de um currículo invejável.
Em jogo estará a soberania do futsal feminino brasileiro em 2006, já que as duas equipes foram as que mais conquistaram troféus este ano, estando empatadas, com oito conquistas cada uma (veja no quadro), somando todas as categorias.
A vantagem no tempo normal é do Kindermann, que pode empatar para se sagrar campeão, já que venceu o jogo de ida, na última segunda-feira, por 1 a 0. Porém, se a Unopar ganhar por qualquer placar, leva o jogo à prorrogação e aí a vantagem do empate será sua.
''Será um jogo em que teremos que ter inteligência e paciência, porque elas virão fechadas atrás e confiam muito na sua defesa, que funciona quando elas marcam em linha 3 (três atletas para trás do meio da quadra e a fixa ainda mais recuada)'', explicou a pivô Paca, 30 anos, a segunda mais experiente do time londrinense, mais nova apenas que Jayne, 38. Paca tem sido a novidade da equipe deste ano, pois foi a única que chegou em 2006.
E a pivô conhece bem o Kindermann, pois defendeu o rival Popiolski/Chapecó-SC em 2005, quando as duas equipes decidiram a Taça Brasil. ''Elas (Kindermann) têm uma equipe taticamente melhor que a do Chimarrão-RS e ficam esperando o adversário. Lembro que naquela decisão da Taça Brasil, o jogo ficou amarrado e terminou 0 a 0. Daí fomos perder somente na prorrogação, com um gol faltando um minuto'', lembrou Paca.
Destaque da Unopar com 12 gols em 11 jogos, a ala/pivô Eliane, vice-artilheira da Liga, também espera que o Kindermann venha ''mais fechado'' do que jogou em Santa Catarina. ''Tivemos mais posse de bola, mas pecamos nas finalizações e acabamos tomando um gol em lance de bola parada. Acho que não ganhamos ou não empatamos lá porque em determinados momentos respeitamos demais o time delas. Deixamos de agredir mais a meta delas'', lamentou Eliane.
Catarinenses - No Kindermann, a novidade será pivô Ariane, artilheira do time e que não jogou na partida de ida por estar suspensa. Com uma história curta, a equipe catarinense surgiu a partir da vinda do técnico capixaba Edvaldo Erlacher para Caçador. Ele trouxe consigo várias atletas com as quais trabalhava no Espírito Santo e iniciou um projeto que incluía futebol de campo e de salão.
No futebol de campo, foi campeão brasileiro universitário em 2005, pela Universidade de Caçador (UnC) e também das Universíades da Turquia. Ele contou com várias atletas da equipe de futsal do Kindermann. Entre elas, estavam a pivô Gabi (que agora está se dedicando somente ao futebol, nos Estados Unidos) e a goleira Jozi, ambas com passagens pela seleção feminina de futsal.

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