a última vitória da Ulbra foi definida na vibração do grupo", disse Navajas. "Nós jogamos concentrados taticamente, mas isso não foi suficiente." O técnico - que deve ter Maurício, Filippov, Giba, Alexandre, Olikhver e Max - disse que os dois grupos se conhecem de sobra, razão pela qual acredita não haver mais segredos técnicos e táticos. "Vai prevalecer a disposição." Jorge Schmidt deve montar sua base com Weber, Gílson, Itápolis, Alex Lenz, Bráulio e Gatin. Regra - Com a adoção da nova regra de pontos corridos, sem vantagem, Navajas acha que os técnicos estrategistas perderam espaço no vôlei. "Nós já ganhamos quatro títulos com a nova regra, mas eu continuo sem gostar dela", disse. "O vôlei ficou limitado, tornou-se um jogo de risco", observou. "A definição de um set pode ocorrer por um ou dois erros; acho que vence quem arriscar mais e errar menos." O treinador entende que a nova regra favoreceu atacantes como Gílson, o Mão de Pilão, apelido que ganhou por causa do seu potencial de ataque. "Não tem bloqueio que pare o Gílson", comentou. "É um jogador que tem de estar na seleção brasileira e como titular com essa nova regra, não há dúvidas."Por Heleni Felippe São Paulo, 19 (AE) - O técnico Jorge Schmidt ganhou dois títulos da Superliga Masculina de Vôlei na casa do adversário. Na temporada de 94/95, dirigindo a Frangosul, foi campeão em Suzano. No campeonato de 97/98, no comando da própria Ulbra, ganhou da Olympikus, no Rio. Amanhã, na quarta partida da série decisiva da Superliga, o treinador poderá conquistar seu terceiro título fora de casa, com a Ulbra Pepsi, se voltar a vencer o Report Nipomed, de Suzano. O quarto jogo da série melhor-de-cinco será às 20h30, no Ginásio Municipal de Mogi das Cruzes (com Globosat/SporTV). A Ulbra vence o playoff por 2 a 1 e pode sair de Mogi com o título de bicampeã. Suzano vai contar com o apoio da torcida para tentar o empate na série e provocar o quinto jogo, sábado, em Porto Alegre. O técnico Ricardo Navajas, de Suzano, que já é tricampeão brasileiro, tem títulos conquistados dentro e fora de casa. Em duas temporadas - 92/93 e 96/97 - fechou a série com o apoio de sua torcida. Na edição da Superliga de 93/94 comemorou o título no ginásio do Banespa. "Vamos empatar e, o que é pior, desta vez o Jorginho vai perder o título dentro de casa", afirmou Ricardo Navajas, em tom de brincadeira, mas confirmando que confia no seu grupo para empatar e virar a série. O que vai definir o vencedor amanhã, na sua opinião, será "a determinação e a garra" de cada grupo. "Com o apoio da torcida

mockup