A Ulbra/Pepsi, comandada pelo técnico Jorge Schmidt, conquistou anteontem à noite, pela segunda vez consecutiva, o título da Superliga Masculina de Vôlei, ao vencer o Report/Suzano por 3 a 1, parciais 25/20, 21/25, 25/21 e 25/20. O atraso de quase 1h20 para o começo da partida, devido a falta de energia em Mogi das Cruzes, não atrapalhou o time de Canoas (RS): Weber, Itápolis, Gilson e companhia tiveram muita garra e determinação para derrotar a equipe de Ricardo Navajas. ‘‘Parabéns para o meu time! Sacamos bem e merecemos o título’’, elogiou Schmidt, que pela terceira vez conquista um título na Superliga.
Com essa vitória em Mogi das Cruzes, a equipe gaúcha fechou a série melhor de cinco jogos do playoff em 3 a 1 e conquistou o bi da competição fora de casa. ‘‘Fomos muito ruins no ataque. A Ulbra foi superior em quadra e mereceu ficar com o título’, resumiu o técnico Ricardo Navajas. ‘‘Pelo retrospecto da nossa campanha na Superliga, até que o vice-campeonato não é ruim, mas ninguém gosta de perder’’, acrescentou. ‘‘Não deu. Perdemos’’, limitou-se a dizer o ponta Giba, ao final da partida, que pela segunda vez consecutiva perdeu o título para a Ulbra.
Sobre a nova regra de pontos corridos, que foi adotada nesta Superliga, sem vantagem, Navajas acha que os técnicos estrategistas perderam espaço no vôlei. ‘‘Nós já ganhamos quatro títulos com a nova regra, mas eu continuo sem gostar dela’’, disse. ‘‘O vôlei ficou limitado, tornou-se um jogo de risco’’, observou. ‘‘A definição de um set pode ocorrer por um ou dois erros; acho que vence quem arriscar mais e errar menos.’’
O Report começou com Maurício, Giba, Filippov, Adriano (líbero), Max, Slobobda e Olikhver, e entraram Rodrigão, Royal, Cristal e Allan. O Ulbra foi campeão com Gilson, Alex, Itápolis, Bráulio, Gatin, Marcelo (líbero) e Weber; entraram William, Joel e Badá.

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