Las Vegas - O UFC abriu guerra contra o doping. A direção da principal entidade de lutas de MMA (sigla em inglês para mistura de artes marciais) apresentou nesta quarta-feira, em Las Vegas, um plano de ação contra o uso de substâncias proibidas por seus lutadores em seus eventos espalhados por todo o mundo, que terá início a partir de 1º de julho. A ação foi tomada devido aos recentes casos de Jon Jones e Anderson Silva, dois dos principais atletas da modalidade, que foram flagrados em exames este ano. "O doping de Anderson Silva foi um marco no controle antidoping. Todos ficamos muito chocados", disse Dana White, presidente do UFC.
A principal alteração apresentada pelos diretores do UFC pode causar o fim da carreira de Anderson Silva. Lorenzo Fertitta, diretor-geral do UFC, defende que a pena para casos de doping para melhorar o desempenho deve ser de dois a quatro anos, seguindo as normas das principais ligas norte-americanas e do Comitê Olímpico Internacional.
"Assim o lutador vai pensar bastante se vale a pena correr o risco de usar a droga e poder encerrar a carreira", afirmou Dana White, presidente do UFC.
Os diretores do UFC, entretanto, afirmaram que vão aguardar o julgamento a que Anderson será submetido em março na Comissão Atlética de Nevada.
Por ser réu primário, Anderson poderia sofrer uma punição de apenas nove meses, mas o brasileiro foi pego duas vezes. Na primeira em 9 de janeiro, foi apontado o uso de esteroides anabolizantes. Já no dia da luta contra Nick Diaz, 31 de janeiro, o exame do ex-campeão mundial dos médios, além dos anabolizantes também apontou a presença de substâncias para conter a ansiedade e combater a insônia. Anderson venceu o combate por pontos, mas, por causa do doping, sua vitória foi anulada.
Além do aumento das penalidades, o UFC também vai aumentar a quantidade de exames a serem feitos de surpresa e nos dias das competições.

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