Eram 18h54 quando o Coritiba oficialmente se salvou em um campeonato em que todos os que amam o futebol foram um pouco rebaixados na última rodada pela violência em um estádio sem mando de campo e com desmando na arquibancada de Joinville. O gol de Luccas Claro, aos 28 minutos, de canhota, depois de passe de cabeça de Leandro Almeida, garantiu aquilo que o gol no início do Atlético Paranaense, contra o Vasco, em Santa Catarina, já garantia ao Coxa. Tranquilidade para ficar todo atrás, apenas com Júlio César no ataque, Carlinhos vez e outra chegando, e Alex, mais uma vez, mandando muito bem. Dentro e fora de campo. Com o bom senso que falta a muitos no futebol brasileiro.
Do outro lado, Muricy armou o São Paulo no 3-3-1-3. Com Welliton e Ademilson mais correndo que jogando pelas pontas, com Luis Fabiano mais se enervando que jogando, com Ganso fazendo duas boas jogadas, e não muito mais que isso. Douglas e Reinaldo tentaram sair pelos lados mas não chegaram. A zaga bobeou (ainda que se possa discutir um empurrão sobre Edson Silva no gol do Coxa), mas não se pode discutir muito mais de um time que decepcionou em 2013. Que ficou apenas quatro pontos à frente da enorme zona do rebaixamento do BR- 3. Ainda que na primeira página da tabela, é pouco, quase nada para o São Paulo em qualquer competição. Em qualquer tempo.
O placar final em Itu reflete uma temporada que não pode se repetir no Morumbi. Em um ano que merece ser aplaudido apenas pela permanência de Rogério e de Muricy. Diferente do Coritiba, que não merecia sorte pior em 2013. Depois do tetra estadual, e do ótimo início de Brasileirão, não era time apenas para lutar contra o rebaixamento.

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| Foto: MIGUEL SCHINCARIOL
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