Londres - A União Europeia de Futebol (Uefa) sugeriu ontem que atletas e árbitros culpados de proferir insultos racistas sejam suspensos por pelo menos 10 partidas. No caso de insultos proferidos da parte dos torcedores, a entidade quer impor como sanção automática partidas com portões fechados nos estádios onde este tipo de incidente for registrado.
"Precisamos definir sanções, e elas têm que ser dissuasivas. Nossa proposta é que um jogador ou um oficial convicto de racismo seja suspenso por pelo menos dez partidas", declarou o secretário-geral da Uefa, o italiano Gianni Infantino num congresso realizado um Manchester, na Inglaterra.
"Se torcedores, nos estádios, protagonizarem atos racistas, a primeira punição será o fechamento parcial das arquibancadas. Em caso de reincidência, queremos o fechamento parcial e uma multa de no mínimo 50 mil euros", completou o dirigente.
No ano passado, o zagueiro inglês John Terry, capitão do Chelsea, e o atacante uruguaio Luis Suárez, do Liverpool, foram suspensos por quatro e oito jogos, respectivamente, por racismo, mas Infantino considera que essas punições deveriam ter sido mais severas.
"Vamos apresentar esta proposta a todas as federações dos países-membros da Uefa e pedir que essas sanções sejam aplicadas em nível nacional", explicou o dirigente. "A luta contra o racismo é um assunto muito sério e temos que combater esta praga com atos, não apenas palavras", completou.
As medidas já foram aplicadas nesta quarta-feira. A Uefa resolveu condenar o Dínamo de Kiev a disputar uma partida com portões fechados em competições europeias por causa de insultos racistas proferidos pelos seus torcedores em partidas contra o Paris Saint-Germain, pela fase de grupos da Liga dos Campeões, e contra o Bordeaux, no mata-mata da Liga Europa.

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