São Paulo - A Uefa anunciou ontem que abriu um processo disciplinar contra o atacante brasileiro Luiz Adriano, do Shakhtar Donetsk, por falta de fair play. O caso será julgado pela entidade na próxima terça e o jogador pode receber punição por "violação dos princípios de conduta" dentro de campo.
Luiz Adriano será julgado pelo polêmico lance que protagonizou na terça-feira, durante a vitória do Shakhtar Donetsk sobre o Nordsjaelland, por 5 a 2, em Copenhague, na Dinamarca, pela Liga dos Campeões da Europa. Ele ignorou o fair play ao marcar o primeiro gol do time ucraniano na partida.
No lance, o árbitro pediu atendimento médico para um atleta quando a posse de bola estava com o Nordsjaelland. No reinício, o também brasileiro Willian chutou a bola para a defesa do rival, em sinal de devolução, mas Luiz Adriano a dominou, avançou sozinho, driblou o goleiro, que nem esboçou reação, e fez o gol.
Na hora, alguns jogadores do Nordsjaelland reclamaram com Luiz Adriano e a torcida vaiou o atacante. O time dinamarquês ainda quis marcar um gol na sequência para compensar, mas o Shakhtar Donetsk não permitiu. Assim, o polêmico gol do brasileiro abriu o caminho para a vitória ucraniana.
Depois do jogo, o técnico do Nordsjaelland criticou duramente o brasileiro pela atitude, cobrando punição. "Não sei se o Shakhtar é formado por bandidos, mas alguns jogadores, chefes e técnicos não têm moral", afirmou Kasper Hjulmand. Do outro lado, o treinador do Shakhtar Donetsk tentou explicar a atitude de Luiz Adriano. "Perguntei o que aconteceu e ele disse: ‘’Foi instinto, vi a bola, driblei e marquei o gol’’", contou Mircea Lucescu.
Em sua conta no Twitter, já de madrugada, Luiz Adriano publicou uma foto sua comemorando gol com os dizeres: "o choro é livre".
Mídia europeia
Luiz Adriano foi bem criticado não apenas nas redes sociais, mas também na imprensa internacional. Os termos controvérsia e atitude antidesportiva eram os mais utilizados para descrever o seu gol na partida.
O inglês "Daily Mail" disse que não foi um gol esportivo, e lembrou de um caso na Inglaterra. Em uma partida entre Arsenal e Sheffield United, o nigeriano Kanu, que tinha acabado de ser contratado, fez algo parecido. E então o holandês Overmars incentivou os seus companheiros a deixarem os rivais fazerem o gol.
O espanhol "As" também disse que foi uma atitude antidesportiva. Publicou em sua manchete que o Shakhtar aproveitou-se de um lance neutro para se dar bem.

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