Ubiratan fez parte de três gerações de craques
Paulistano, Ubiratan Pereira Maciel nasceu no dia 18 de janeiro de 1944. Dezesseis anos depois, o Brasil ganhava um dos maiores craques do basquete de todos os tempos. Foi na Associação Desportiva Floresta, hoje o Clube Esperia, que Ubiratan começou a carreira. Por dois anos no Floresta, para transferir-se em 1962 ao Corinthians e se tornar o grande campeão que foi. Na minha carreira, só não tenho o título de campeão mundial de clubes pelo Corinthians, mas cheguei a vice, conta ele, que jogou oito anos no Parque São Jorge.
O time por muito tempo foi praticamente a seleção brasileira. Tinha Amauri Passos, Wlamir Marques, Mical e Edward. É verdade que outros clubes também tinham grandes nomes: Menon, Sucar, Rosa Branca, Mosquito, Jatir, que tinham presença certa na seleção, comenta.
Após oito anos no Corinthians, foi jogar no Splugen/Reyer, de Veneza, na Itália, onde permaneceu dois anos. No seu retorno, defendeu o Thrianon, de Jacareí. Depois foi para o Palmeiras, de 74 a 78. Jogou no Tênis Clube, de São José dos Campos de 78 a 84: Ali encerrei minha carreira, mas só como jogador, porque nunca me afastei do basquete, explica Bira, que se diz feliz de ter participado de três grandes gerações, de Amauri Passos até Oscar.
Bira disputou cinco campeonatos mundiais três Olimpíadas, quatro sul-americano e três Pan-Americano e só não ganhou a Olimpíada.
Folha - Como será esse novo desafio, de escrever em jornal?
Bira - Na minha carreira tive ótimos momentos. Dois convites, no entanto me encheram de alegria. Primeiro o do Governo do Estado para vir trabalhar num projeto ousado como esse do Centro de Excelência. E agora esse da Folha para escrever. E sobre basquete! Espero transmitir a experiência que obtive ao longo da vida para os leitores.
Folha - E o Centro de Excelência?
Bira - Vai indo bem. Estamos com várias cidades em total atividade e em Londrina vamos aumentar o número de vagas nas aulas, indo ao encontro dos bairros. Com isso, acredito que a tendência é revelar grandes nomes para o basquete em pouco tempo.
Folha - E o basquete nacional, como anda?
Bira - Atravessa um momento importante e difícil. A renovação da nossa seleção está sendo feito com muito carinho e acredito que essa geração também nos dará alegrias. Confio de que nos próximos anos, o Paraná terá participação decisiva nesse processo de reformulação.





