A guerra de nervos entre assessores de Mike Tyson e Evander Holyfield, esquentando a luta de amanhã, válida pelo título da Associação Mundial de Boxe, atingiu ontem o ápice. A equipe de Tyson exige a substituição de Mitch Halpern, escolhido como árbitro da revanche pela Comissão Atlética do Estado de Nevada. ‘‘Não há chances de colocarmos Mike para lutar se não temos a mínima confiança no mediador’’, protestava John Horne, um dos empresários de Tyson.
A assessoria de Tyson acusa ainda a equipe de Holyfield de ter interferido na escolha do árbitro. ‘‘Eles vetaram os nomes de Richard Steele e Joe Cortez, mas nós não tivemos o mesmo direito.’’ Halpern atuou na luta entre os dois em novembro do ano passado, vencida por Holyfield. ‘‘Ele deixou Holyfield travar o combate à vontade, segurar, até dar cabeçada...’’, disse Richie Giachetti, técnico de Tyson.
Assessores de Holyfield rebateram as acusações, alegando que a equipe adversária já está pensando em justificativas para a derrota. Marc Ratner, diretor da comissão de arbitragem, pretende reunir representantes dos dois lados para chegar a um consenso. O cachê dos lutadores é de US$ 30 milhões cada um. O do árbitro fica na casa dos US$ 10 mil.

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