Considerado a oitava economia dos Estados Unidos, onde movimenta bilhões de dólares ao ano, o ‘‘Esporte dos Reis’’ em nosso País ainda é vítima de muito preconceito, e de uma publicidade muito restrita. Há os que pensam que para ser turfista é preciso ter cavalos, e os que acham que ter um custa uma fortuna. Há os que julgam o Jockey Club um lugar fechadíssimo, onde apenas os sócios ou os milionários entram, e há finalmente os que têm a idéia de que um hipódromo é um ambiente de jogo, no qual muitas vezes a lisura das disputas não é controlada.




O Cabecinha O Cabecinha saiu matando na semana passada, como é seu hábito. Acertou as duas provas iniciais, com rateio acima de 12x1, e ‘‘armou’’ as superbônus de todos. Nos outros oito páreos ele indicou os ganhadores de quatro... Quem fez as oito superbônus possíveis levou uma nota preta, acima de 50x1. Nesta semana o Cabecinha acha as corridas mais complicadas, então vai analisar apenas os páreos onde está mais informado. Veja estas ‘‘imperdíveis’’.
2º Páreo - O famoso João Carlinda gosta de estrear seus ‘‘penqueiros’’ nestes páreos de 800 metros, e quase sempre com vitória. Desta vez vai debutar o Oyoyo, que há pouco estraçalhou na Fazenda Rio Grande. Em corrida normal só vai estar com eles na partida. Outro estreante que pode formar a dupla, pois traz ótimos exercícios, é o bonito alazão Bash (dono de belo pedigree). Agora, uma boa dica: em páreos de 800 metros, os animais que largam por fora levam vantagem - aumentada em muito se seus pilotos os conduzem ‘‘colados’’ à cerca externa.
3º Páreo - Prova bem servida de estreantes e, portanto, algo intrincada para o turfista estudar. Segundo apurei, a potranca Eva Demmson, filha do consagrado Emmson em mãe pelo famoso Ghadeer, tem tudo para vencer de cara, pois, pelos trabalhos, ‘‘nasceu para o ofício’’. Respeito muito a parelha de baixo.
5º Páreo - Em princípio, Heetagon e Camambé dividem o favoritismo, pela ordem. Entretanto, andei anotando excelentes trabalhos do bonito Cor do Pecado, cujas primeiras atuações foram razoáveis. Como acredito que agora ele está mais aguerrido e esbelto, o que se evidencia pelo ótimo exercício que deu no último sábado, o pupilo do treinador Beto Feltran pode perfeitamente fazer o serviço, e ainda paga bem.
7º Páreo - Kateesia teve tudo contra a primeira. Distância contrária, não largou bem e, ainda assim, chegou correndo muito. Agora, livre das emoções da estréia, a neta da célebre Risota (pedigree é o que não lhe falta. Imaginem na grama!) me parece a força viva da competição, apesar da baliza algo contrária. Fico com ela: raça é raça.
10º Páreo - Um páreo equilibradíssimo, em que o quarteto Flash Gordian, Baur au Lac, Ultranobre e a chave 10 em minha opinião poderão formar a quadrifeta vencedora. Flash Gordian e Baur au Lac estão sobrando na turma, especialmente o segundo, que já derrotou Innamorato (porque será que ele não estréia nos EUA?), e o primeiro acaba de vencer no retorno. Ultranobre tem mostrado progressos, e o duo do Dona Linda merece consideração.
11º Páreo - Na semana passada ele ficou na cocheira, mas agora, normalmente, Golden Harvey está nesta companhia como ‘‘peixe n’água’’. Continuo achando o alazão filho de Hostage como a grande barbada de hoje. Basta confirmar o que correu na primeira - quando praticamente não largou - que vai ganhar esta e a próxima também. Um bom azar para a dupla é a potranca Jogada Certa, que deve chegar atropelando.
12º Páreo - Eu também quero estas molezinhas para os meus! Este 12º páreo é outra ‘‘chamada-gracinha’’, onde apenas um animal tem duas vitórias. Pela obviedade, indico o Gallipoli, aliás, nome de um belo filme com Mel Gibson, e estamos conversados. Boa sorte a todos.

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