COMEÇA A TEMPORADA 2000
O Jockey Club do Paraná já entrou no ano 2000 com força total. O mês de Janeiro já é carregado de importância, com as disputas da Taça Pinheiro de Ouro-Grupo 3, a terceira prova mais bem-dotada do nosso calendário (este ano, com bolsa superior a R$ 30 mil) e a volta do GP Turfe Paranaense, nossa principal prova para a nova geração, disputa em linha reta sob 700 metros, e que é a mais importante ‘penca’ do Paraná.

‘SIMULCASTING’ SUSPENSO
Conforme tem sido noticiado nos meios turfísticos, a diretoria do Jockey Club do Paraná resolveu em reunião extraordinária suspender provisoriamente as transmissões que vinha realizando nas quartas-feiras, quando as corridas locais eram levadas pelo sistema de São Paulo.
O impasse decorre de um contrato assinado em outra época, em cujos termos, pelo que se comenta, a situação financeira do nosso hipódromo tornava-se cada vez pior, em vista da natural queda das arrecadações comum nesta época de festas e férias.
Como, infelizmente, nosso Brasil só funcionará de modo produtivo após o Carnaval, os prejuízos semanais que a entidade vinha colhendo estavam chegando a um patamar perigoso.

UMA SOLUÇÃO CASEIRA
Assim sendo, também temporariamente, enquanto não se chegar a um acordo – o que me parece bastante viável e próximo, as corridas do Tarumã voltam aos domingos, à partir das duas da tarde, para alegria dos saudosistas e daqueles, muitos, que não tem o que fazer nos domingos após o almoço.
Como a arrecadação das corridas ‘domésticas’ não se compara àquelas transmitidas por satélite (deveremos ter uma queda em torno de 60%) o Jockey teve que baixar os prêmios em quase 50%. Em compensação, eles serão pagos na hora, ‘cash’, assim que seja confirmado o páreo.
Os arremates, uma modalidade de aposta antiga e mais restrita ao mundo das corridas não oficiais, e que vinham movimentando entre R$ 5 e 8 mil semanais, nesta semana atingiram quase R$ 20 mil, demonstrando-se aí um bom sinal para o turfe local.

ENQUANTO ISSO, NOS USA...
... o hipódromo de Arlington, em Chicago, anunciou que para este ano sua principal corrida, o famoso ‘Arlington Million’, terá uma bolsa extra, passando a dotação ao ganhador dos (é óbvio) US$ 1 milhão, para US$ 2 milhões. Mesmo assim, em princípio, a prova continuará com o nome tradicional, não passando pois para ‘Arlington Two Millions’, como se poderia supor, embora alguns defendam a mudança para os ‘Two Millions’ e outros ainda queiram um terceiro nome para o páreo. Como se vê, existem controvérsias. Deve ser triste viver num País assim tão complicado.

LEILÕES AMERICANOS
Acabaram os leilões de Janeiro, em Keeneland. Tratam-se de leilões gerais, com éguas, garanhões, potros, cavalos em treinamento, etc. Apesar da ‘mistura’ e do frio bem abaixo de zero que faz em Lexington, Kentucky nesta época, venderam-se nada menos do que 13 animais por mais de US$ 1 milhão. O preço mais caro foi a égua Mackie, uma reprodutora de sete anos, filha de Summer Squall, e das últimas prenhes do fenomenal Mr. Prospector, o maior garanhão do mundo, morto em Julho de 1999. Ela custou US$ 5 milhões a um turfista inglês.

LEILÕES LOCAIS
A temporada de leilões de 2000 deve começar em março, segundo informações do diretor-financeiro da Agência TBS Ltda, Eduardo Buffara. Em fevereiro os contatos com os haras serão intensificados e definidos, e os primeiros leilões do ano deverão oferecer éguas de cria e potrinhos desmamados, um mercado que sempre é excelente.

Mário Sérgio S. Marquez, criador e proprietário de cavalos de corrida, e sócio-ouro do Jockey Club do Paraná, escreve sempre às terças-feiras na Folha.

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