TAÇA PINHEIRO DE OURO
A terceira prova mais importante do calendário clássico paranaense, a tradicional Taça Pinheiro de Ouro, prova do Grupo 3 com reconhecimento internacional, e que oferece bolsa acima dos 20 mil reais, é a grande atração deste mês – e, por que não dizer, de todo o primeiro trimestre – no Jockey Club.
Esta importantíssima corrida reúne a nata dos potros de três anos no Paraná, usualmente trazendo convidados de São Paulo, e anualmente tem revelado animais de alto padrão, mesmo entre os perdedores. É o caso, por exemplo, do craque Belo Colony, segundo colocado para outra máquina, Just Seller, nesta prova em 1998 (um de seus campos mais qualificados e frondosos). Na sequência o defensor do Haras Cifra (Ciro Frare) venceu diversos clássicos, sendo hoje, indiscutivelmente, o melhor milheiro do Brasil, com convite para atuar em Dubai num Grande Prêmio de 2 milhões de dólares !

QUÁDRUPLA COROA -
A Taça Pinheiro de Ouro-G 3, é a primeira prova da nossa Quádrupla Coroa, uma coleção de – é claro – quatro corridas em diferentes distâncias e que até hoje não teve ganhador. Após a disputa da Taça, que é em 1.600 metros, temos o GP Alô Guimarães, em 1.700 metros, seguindo-se o Derby Paranaense, este ano, a grande prova da geração e a segunda mais importante do Estado, perdendo apenas para o GP Paraná.
Nosso Derby é o mais importante do Brasil em pista de areia, e é o único em 2.000 metros, portanto idêntico ao similar americano. Finalmente, depois do Derby, temos o GP Pedro Alípio Alves de Camargo, prova de Consagração, que encerra a disputa pela Quádrupla Coroa com o percurso clássico dos 2.400 metros.
Vencer a Quádrupla Coroa é, portanto, um desafio quase intransponível. São quatro provas em 1.600, 1.700, 2.000 e 2.400 metros, reunindo os melhores animais do Paraná e muitas vezes com fortíssimos representantes paulistas, em pouco mais de quatro meses.
Uma ‘‘pedreira’’ que, por outro lado, proporciona ao eventual campeão uma bolsa que gira em torno dos R$ 100,000,00, além da glória do feito inédito até hoje no Turfe Paranaense.

GP PARANÁ
Ecos da disputa da nossa prova maior, o GP Paraná-G 1, vencido dia 5 de dezembro pelo cavalo paulista Jolly Boy: por incrível que possa parecer, o movimento de apostas em torno do GP Paraná, em termos de ‘‘simulcasting’’, foi superior ao do Derby Paulista (segunda maior prova do turfe de São Paulo) e ao do GP Carlos Pellegrini (maior prova da Argentina), envolvendo apostas no Brasil. Sinal da qualidade da prova em si e do peso do nosso turfe em todo o Brasil, cada vez mais respeitado pela alta qualidade dos nossos animais.

MERCADO
Mal acabaram-se as festas de final de ano e os grandes criadores paranaenses já estão de olho no calendário 2.000, que efetivamente promete movimentar o mundo do turfe com leilões de espetacular qualidade. Já estão confirmadas as duas tradicionais versões do Equus Maximus, o mais antigo evento do Paraná, este ano novamente reunindo na primeira delas os vitoriosos Haras do Verde Vale, Morro Vermelho e Palmerini, além de outros leilões envolvendo potrinhos desmamados e éguas de cria.
Ao que tudo indica, a grande atração será um leilão de potros de dois dos maiores haras do Paraná, pela primeira vez juntos, e que teria como atração não apenas a estupenda qualidade dos dois criatórios, mas a inauguração de um novo e magnífico espaço para a comercialização de animais em Curitiba.

NO JAPÃO
A poderosa Japan Racing Association acaba de informar a criação de uma prova milionária, a ser disputada anualmente em Tóquio, no percurso de 2.400 metros e pela primeira vez na areia. Agora na terra do sol nascente haverá esta espetacular disputa, com 2,5 milhões de dólares de prêmio ao vencedor, em pista de areia, o que indiretamente ajuda e muito à criação brasileira.
Explicando: hoje o mercado brasileiro e sul-americano em geral, é um dos mais fortes fornecedores de ‘‘estamina’’ para o turfe americano. Nossos cavalos tem brilhado intensamente em grandes clássicos americanos disputados acima dos 2.000 metros. Como o turfe ianque é o mais importante do mundo, é mais que provável que o Puro-Sangue Inglês nascido no Brasil venha a estar alinhado nesta competição japonesa.

FALANDO NISSO...
Já que falei no Japão, é comentário corrente na cidade que o número de escolas que ensinam o idioma japonês vêm aumentando de forma impressionante desde os últimos dias do ano passado. Também se tem notado uma procura inédita pro passagens aéreas para Tóquio. Dizem que o motivo de tanto movimento é a campanha do Atlético Paranaense, que vai disputar a Taça Libertadores da América e que, no entendimento da monumental torcida rubro-negra, já está com um pé na disputa da decisão mundial (contra o Manchester ?) na Toyota Cup...

FÉRIAS
Nosso companheiro Cabecinha encontra-se em gozo de merecidas férias nos balneários catarinenses, certamente aproveitando o lucro de suas informações precisas, de maneira que nas próximas duas edições os amigos leitores da Folha terão de passar sem as suas dicas de ouro. O ‘‘Grande Professor’’ deve retornar na edição desta coluna no próximo dia 25.

Mário Sérgio S. Marquez, criador e proprietário de cavalos de corrida, e sócio-ouro do Jockey Club do Paraná, escreve sempre às terças-feiras na Folha.

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