Triunfo consagrador
A disputa do Derby Paulista, no domingo, se por um lado serviu para embaralhar ainda mais a disputa pela liderança da geração 96 (até agora, o revezamento nos clássicos é enorme), por outro consagrou o brilhante vencedor Puerto Madero como o melhor da turma pelo menos na distância dos 2400 metros. O triunfo do neto paterno de Mr. Prospector também voltou a evidenciar seu pai, Fast Gold, que andava meio ausente do panorama clássico depois de uma primeira geração fabulosa. Volta à ‘‘moda’’ como garanhão. E não se pode esquecer dos méritos do treinador Selmar Lobo e do jockey Nelito Cunha, mais uma vez corretíssimo, ele que possivelmente estará no Tarumã no dia 17, quando da disputa do GP Mathias Machline, último teste antes do Grande Prêmio Paraná, e provavelmente no dorso de um dos favoritos.
Conforme o previsto
De acordo com meu comentário na semana passada, o animal Falcon Fly, importado no ventre dos Estados Unidos, acabou por impor mesmo uma severa sova em seus rivais na disputa do GP Lysimaco Ferreira da Costa, prova principal da semana passada. Também como se esperava, a superioridade absurda do pilotado do eficiente G. Assis (veio de São Paulo e não teve trabalho algum) e a fragilidade do handicap fizeram dele o ganhador do páreo assim que o programa foi confeccionado.
Agora o velocíssimo animal deverá ser uma das estrelas do GP Governador do Estado, prova da milha, que é a segunda mais importante na tarde do GP Paraná.
Crítica construtiva
Sempre fui um defensor intransigente da qualidade dos nossos profissionais. Revelamos para o Brasil grandes jockeys e treinadores, e continuamos exercendo nosso potencial neste segmento tão importante do turfe. Mas, infelizmente, há o momento de elogiar e o de criticar, e sempre com a melhor intenção possível, e para todos os envolvidos: proprietários, criadores, apostadores e especialmente, neste caso, os próprios jockeys.
O animal Barnabé, por exemplo, citado há pouco, depois de vencer suas duas primeiras apresentações (na segunda, em estilo de canter) tem sido vítima de direções pouco inspiradas. Primeiramente ao estrear em Cidade Jardim (forçando turma, diga-se de passagem outra mancada) e agora na semana passada, ele foi ‘‘morto na boca’’, como se diz no turfe. E olhe que nestas ocasiões estavam em suas costas dois dos nossos melhores – talvez mesmo os dois melhores – jockeys!
No último domingo, o tordilho Danter perdeu no último galão um páreo absolutamente ganho em Cidade Jardim, vítima – mais uma! – desta aberração que é o uso do chicote na barriga, e/ou em excesso. Eis aí um vício horrendo, herança sabe-se lá de onde (dizem alguns que da cancha-reta) e que vem ganhando adeptos aqui e ali.
Que sentido existe em surrar um animal na barriga, se esta não exerce importância na impulsão do animal? O efeito alcançado não raro é o oposto, com o animal se ‘‘encolhendo’’ de dor, isto para não dizer do estrago se e quando o chicote atinge outro alvo mais, digamos, sensível...
Se é justamente este o principal objetivo do chicote (incitar o animal) quando aplicado corretamente na paleta ou nas ancas (partes que efetivamente têm serventia na aceleração do animal) por quê usá-lo na barriga (e geralmente em excesso) senão pela falta de habilidade, o hábito, a preguiça, ou sabe-se lá que outra razão irracional?
Trata-se de um absurdo sob todos os prismas, e que deveria ser punido aqui como o é na Europa e EUA, com suspensões, como aliás determina nosso Código de Corridas. E aos amantes da xenofobia: basta observar que jockeys como Meneses, Duarte, Juvenal, Goncinha, Cunha e outros grandes da profissão não usam este expediente em todas as suas montarias como fazem alguns dos nossos, e tirar suas próprias conclusões ‘‘tropicais’’.
AS BOAS DO CABECINHA
Ao contrário de outros ‘‘apontadores’’, o Cabecinha volta e meia indica estreantes e poules de 6 ou 8 por 1. Não é bolinho não. Veja mais dicas de ouro do nosso companheiro, e boa sorte nas carreiras.
1ª FIRME – Estréia com ares de barbada o IDEALISME na 1ªprova.
2ªFIRME – MR. MÁXIMO está em turma fraquinha, fraquinha. Deve ganhar o 5º.
3ªFIRME – Volta bem mexido o LAND-OFFICE no 7º páreo. Suas diferenças são as parelhas.
4ªFIRME – VISIONARY e ITAQUERÊ MINT prometem um duelo bonito no 9º páreo.
A POULE – ITALIQUE quase caiu na largada e chegou voando. Pode ser a boa do 4º páreo.

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