Tumulto mostra a vulnerabilidade do Canindé
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quinta-feira, 08 de outubro de 1998
Agência Estado 
O goleiro Fabiano levou golpes de cassetete de alguns policiais, além de um pisão no pé direito. O zagueiro César foi ameaçado por um torcedor por ter cometido um pênalti desnecessário. O tumulto ocorrido após o clássico entre Portuguesa e Palmeiras, anteontem, deixou claro que o Canindé não oferece segurança aos jogadores e trio de arbitragem. Jogar no campo da Portuguesa é uma aventura.
Tudo começou com as provocações do zagueiro Júnior Baiano contra a torcida da Portuguesa, ao comemorar o terceiro gol da vitória do Palmeiras por 3 a 2. Os torcedores da Lusa esperaram por Júnior Baiano na entrada dos vestiários, quando ele foi fazer exame antidoping. Quando a polícia apareceu para dispersar os manifestantes, o goleiro Fabiano, da Portuguesa, saiu para o estacionamento. Dino, irmão de Fabiano, estava próximo a um grupo de torcedores e começou a levar pancadas dos policiais. O goleiro saiu em defesa do irmão e também apanhou. Fabiano podia ter sofrido ruptura de vísceras do fígado e baço, alertou o médico Alberto Teixeira.
O zagueiro César também foi ameaçado por um torcedor mas acabou sendo protegido pelos seguranças do clube. A Portuguesa joga domingo, novamente no Canindé, contra o Juventude.


