Tufão adia grid do GP do Japão
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sexta-feira, 08 de outubro de 2004
Das Agências 
Suzuka - A Fórmula 1 virou um detalhe. Estorvo, até, para as autoridades japonesas. As atenções em Suzuka estão voltadas para algo muito mais importante. O tufão número 22.
Caso inédito na categoria, o fenômeno fechou o autódromo, cancelou toda a programação do sábado e transferiu o treino de definição do grid para a noite de hoje, já manhã de domingo no Japão.
Sem saber em que condições encontrarão o circuito, pilotos e equipes disputarão às 22 horas (de Brasília) de hoje a sessão oficial para a penúltima etapa do Mundial. Apenas quatro horas e meia depois, às 2h30 de amanhã, voltarão à pista para a largada da prova. Pelo menos é o que esperam.
''Não há muito o que discutir. Abrir os portões seria um risco e temos que acatar. Não estamos acostumados a isso, já ouvi muita coisa e é algo que dá medo'', declarou o heptacampeão Michael Schumacher, um dos chefes da GPWC, a associação dos pilotos. ''Estava impossível de pilotar, de fazer qualquer coisa. Daquele jeito não dá para ter corrida'', disse Rubens Barrichello, da Ferrari.
Formado no oceano Pacífico, nas Filipinas, o tufão ainda não chegou ao continente e ontem alcançou a categoria cinco, com ventos de mais de 250 km/h. Será o 22º a atingir o Japão neste ano.
Acostumadas a lidar com essa situação, as autoridades japoneses tiveram que se desdobrar. Não bastavam os alertas à população no rádio e na TV. Há, afinal, um GP de F-1 na cidade.
Nova equipe Confirmado: a Fórmula 1 terá uma nova equipe em 2006. Ela será chamada de MidlandF1 e pertencerá ao magnata russo Alexander Shnaider, 36 anos, conforme foi anunciado ontem pelo seu grupo.
Mas o magnata russo não adquiriu a Jaguar, como chegou a se comentar no autódromo de Suzuka. ''Sabemos o quanto é difícil vencer na F-1, mas tenha a certeza de que vencer está na nossa agenda'', afirmou Shnaider, nascido em São Petesburgo, mas de nacionalidade canadense também.
O grupo Midland analisou três grandes eventos esportivos antes de decidir onde investir seu dinheiro. ''Há a opção da Olimpíada, da Copa do Mundo e da Fórmula 1. Como os dois primeiros se realizam apenas de 4 em 4 anos, ficou fácil escolher a F-1'', contou Shnaider.


