Um teste para os nervos. Foi assim o confronto de ontem entre Londrina e Paraná Clube pela segunda rodada do Campeonato Paranaense, que marcou o retorno do alviceleste ao Estádio do Café. E depois de mais de um ano sem atuar no grande palco do futebol do Norte do Estado, a volta foi em grande estilo e com chuva de gols, com o Tubarão vencendo por 3 a 2 graças a duas cabeceadas salvadoras do capitão Senegal.

Os paranistas entraram em campo cientes de que encontrariam pela frente um adversário disposto a mostrar para sua torcida que tem condições de ir bem longe na competição. A saída mais óbvia para os visitantes seria justamente aproveitar as falhas. E foi o que ocorreu. Logo aos quatro minutos, o atacante Róbson aproveitou bom passe do companheiro Ricardo Ehle e, com uma ajudazinha do goleiro do Londrina, anotou o primeiro gol para o time da capital.

O gol não esfriou a torcida alviceleste que, no minuto seguinte, gritou ainda mais forte para comemorar o empate anotado pelo oportunista Rafael Akai. Ele recebeu a bola na entrada da área, girou e saiu para o abraço. O jogador abriu uma risada maior ainda quando aos 11 minutos virou para o Tubarão com um disparo mortal no canto direito.

Mas as nuvens negras que pairavam sobre o Café parece que não fizeram bem ao lateral Alex Braz. Num lance bobo com Kléber Lapa ele acabou expulso e provocou a ira do técnico Jorge Saran. No final do primeiro tempo, Saran fez o jogador ficar do lado de fora do vestiário. ''Isso é coisa que não se faz, prejudicar o time inteiro por causa de uma bobeira'', argumentou. A irritação do técnico era ainda maior porque, aos 26, Araújo havia empatado a partida ao converter um pênalti.

A segunda etapa prometia ser ainda mais dura para o Londrina. Com um jogador a mais, o Paraná quis endurecer o jogo para garantir pelo menos o empate. Apenas Nem, em cobranças de falta, assustava os visitantes. Mas aos 21, o céu voltou a ficar azul e branco. Como já tinha um cartão amarelo, Rodrigo Pimpão foi expulso ao fazer falta violenta em Alison. O estímulo reacendeu time e a torcida, mas ainda faltava chegar à vitória. Aos 41 minutos, logo após ter usado a cabeça para impedir um gol feito do Paraná, Senegal fez a mesma coisa mas desta vez contra a meta adversária. Era o fim: Londrina 3 a 2.

Com a franqueza característica, Saran disse que não importa de ser chamado de ''louco'' por privilegiar o gol, ''porque futebol é arte''. ''Não vim para cá para ser mais um. Quero ser o número um do Londrina, que é o Corinthians do interior do Paraná. É de arrepiar o amor dessa torcida pelo time'', agradeceu.

EM LONDRINA

Londrina 3

Júnior; Alisson, Senegal, Neto e Alex Braz; Oliveira, Allan, Lau (Daniel) e Diego Mineiro (Edinho); Nem e Rafael Akai (Rodrigo). Técnico: Jorge Saran

Paraná Clube 2

Luiz Carlos; Araújo, Ricardo Ehle, Douglas Henrique e Anderson; Kléber Lapa, Jamaica (Mello), Rodrigo Pimpão e Tiago Vinícius (Amilton); Rafael e Róbson (Léo Neves). Técnico: Fernando Tonet

Árbitro: José Ricardo Bigaski Stole
Estádio: do Café
Expulsões: Alex Braz e Rodrigo Pimpão
Público: 5.065 (total)
Renda: R$ 31.355,00
Gols: Róbson aos 4, Rafael Akai aos 5 e aos 11 e Araújo aos 26 minutos do 1º tempo; Senegal aos 41 minutos do 2º tempo

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