Tempo ruim, campo ruim, público de menos de 50 pessoas no Estádio Pinhão, em São José dos Pinhais (região metropolitana de Curitiba). Até o pessoal da ambulância chegou atrasado e a Polícia Militar nem apareceu para o jogo. Foi assim o encontro de ontem entre Real Brasil - o pior time da Copa Paraná - e o Londrina, que tinha obrigação de vencer para manter suas chances de título no segundo turno. O ''Tubarão'' chegou até a pensar que, de novo, seria atropelado por um certo Carreta, mas acabou vencendo de virada por 2 a 1. Os londrinenses chegaram aos seis pontos neste segundo turno, embolado com Toledo Adap Galo e Iraty na segunda posição.
Diante da pressão de não poder perder para a única equipe que ainda não sabia o que era vencer na competição após 13 rodadas, o técnico Abel Ribeiro escalou um Londrina mais retraído, com três zagueiros, seis no meio-campo e apenas Genilson na frente. Sem ter muito o que fazer, o Real Brasil entrou disposto a arrancar um empate que fosse, o que garantiria pelo menos um primeiro pontinho.
Como era previsível, a falta de coragem do alviceleste com a pouca qualidade do ''Íbis do Paraná'' deu em nada no primeiro tempo. O Londrina conseguiu boas arrancadas mas pecou nas finalizações. Genilson até marcou mas, impedido, viu seu gol ser anulado pela arbitragem. Por seu lado, o Real conseguiu certo domínio no meio-campo e garantiu a igualdade.
A história do jogo só se alterou aos 15 minutos do segundo tempo, mas em favor do Real. O atacante Carreta, que ainda pairava na lembrança do torcedor alviceleste como aquele que havia eliminado o time na última rodada do Campeonato Paranaense quando ainda jogava pelo Cascavel, aproveitou um recuo errado do capitão Capone, driblou o goleiro Alexandre e marcou para o time da casa.
O calafrio foi substituído por alívio quando Wilson, um dos melhores em campo, usou a cabeça para empatar a partida aos 24 minutos. E o alívio só se transformou em vitória quando o árbitro Maurício Batista dos Santos marcou um pênalti contra o Real Brasil. Genilson, o solitário atacante do Londrina, foi para a bola e conseguiu a virada. ''A equipe acreditou, mesmo saindo atrás (no placar). Encaramos a semana inteira como se fosse o jogo de nossas vidas'', confessou Genilson. O Londrina volta a campo no próximo domingo, quando enfrentará o Iraty, no VGD.

Lusa lidera - No confronto pela liderança isolada no returno da Copa Paraná, o CAC/Lusa viajou até Toledo (Oeste do Estado) e manteve a invencibilidade de 10 jogos (nove vitórias e um empate). O time de Cambé bateu os adversários por 2 a 0 e, agora, soma nove pontos em três partidas.
Cumprindo suspensão, o técnico Knário assistiu à vitória de seus comandados das arquibancadas, junto com pouco mais de 900 torcedores. A liderança lusitana também foi construída no segundo tempo através dos pés de dois defensores por ofício. Aos seis minutos, o zagueiro Tiago Soler abriu o placar. Aos 21, o volante Carlos Lima sacramentou a vitória em um contra-ataque em alta velocidade. No próximo domingo, o CAC/Lusa recebe o Iguaçu.

Resultados - No sábado, Iguaçu 1x1 Cianorte. Ontem, Cascavel 1x3 Adap Galo; Iraty 1x0 Engenheiro Beltrão; Rio Branco 3x3 J. Malucelli.


EM SÃO JOSÉ DOS PINHAIS

Real Brasil 1
Rudi; Henrique, Rafael Mineiro, Tiago Santos (Gustavo) e Danilo; Rodrigo Guedes, Fernando, Altair (Da Silva) e Kléber; Kanu (Tiago) e Carreta.
Técnico: Ademar Scarpeline

Londrina 2
Alexandre; André Oliveira, Capone e Neto (Abel); Airton, Alemão, Wilson, Diego Mineiro (Jamur), Ailton (Diego Macedo) e Jonas; Genilson.
Técnico: Abel Ribeiro

Árbitro: Maurício Batista dos Santos
Estádio: do Pinhão
Gols: Carreta, aos 15; Wilson, aos 24; e Genilson, aos 26 minutos do 2º tempo

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