Tubarão testa nova formação ofensiva
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quinta-feira, 10 de outubro de 2002
Lúcio Flávio Moura<br> Reportagem Local 
Rodrigo, 22 anos, 1m73, 71 quilos, é a nova aposta de Ivair Cenci para resolver seu maior problema. O jogador, revelado pelo clube e que retornou depois de uma passagem pelo Figueirense, foi testado no ataque no treino de ontem e tem grandes chances de substituir Paraguaio, nenhum gol no campeonato, na partida de amanhã, às 17 horas, diante do Mogi Mirim. Reginaldo, que estreou bem e depois caiu de rendimento, será o companheiro de Rodrigo na frente.
''Encaro como minha primeira chance real. Quando entrei (foram quatro vezes no campeonato) ou o time estava perdendo ou com um a menos. Aí fica muito mais difícil de render'', disse o atacante à Folha.
''Vou procurar cair dos dois lados, me movimentar, abrir espaços'', completou. O discurso está em sintonia com as pretensões do técnico Ivair Cenci. ''Falta tranquilidade, o aspecto emocional está pesando. Mas às vezes também está faltando atitude dos homens de frente. Têm momentos que é necessário se antecipar à zaga para fazer o gol'', reclamou, depois de dizer que o ''ataque vem deixando a desejar''.
Para Paraguaio, que pode entrar no segundo tempo e formar um trio no ataque em caso de placar adverso, disse que os passes estão chegando mais ''redondos'' e que o número de oportunidades deve aumentar mais ainda na partida de amanhã. ''Só tá faltando um pouco de sorte. Se não está saindo os gols, não é porque não queremos. É porque é um campeonato difícil'', resumiu. Para o meia Marquinhos Guarapuava, não existe uma preocupação tão grande dos jogadores com os números constrangedores do ataque alviceleste. ''Queremos vencer as partidas, não importa quem faça os gols''.
O lateral-direito Jamur concorda: ''O importante é que eles estão abrindo espaços para quem vem de trás''.
Edmílson Henriques, o funcionário do LEC que dá apoio psicológico e espiritual aos jogadores, admitiu que não há um trabalho psicológico específico com os atacantes, mas com o grupo inteiro. ''Eles dizem que sentem a pressão, que as coisas estão ficando cada vez mais difíceis. O que a gente pode fazer é tentar tranquilizá-los, tentar diminuir a ansiedade deles'', disse.


