Desafios nunca fizeram mal ao Londrina. A fama de crescer diante de adversários poderosos e de conseguir títulos pelo caminho mais díficil devem estar na cabeça de cada torcedor que se dirigir hoje à tarde ao Estádio Vitorino Gonçalves Dias.
A idéia sustenta uma confiança incomum contra um inimigo tão credenciado, o Coritiba, rolo compressor do campeonato, única equipe a derrotar o time do técnico Roberto Fernandes neste Estadual.
A confiança que move o Londrina foi sendo alimentada nas últimas sete partidas, todas com final feliz. O último capítulo desta série invicta foi o empate heróico da quarta-feira, que eliminou o Atlético e que atrapalhou os planos dos curitibanos de assistirem dois Atletibas decisivos. Naquele jogo, com o VGD lotado, a torcida definitivamente passou a se identificar com o time, que apresentou uma garra e uma aplicação tática comoventes, apesar da falta de brilho técnico.
Jogadores e comissão técnica já sabem: só terão a chance de atingir o objetivo hoje se o comportamento da quarta-feira se repetir em um grau ainda maior. Afinal, hoje não basta segurar o adversário.
Isto já seria difícil, conforme o retrospecto: o Coritiba venceu oito dos nove jogos e marcou 25 gols (média de 2,77 por jogo). O time de Paulo Bonamigo construiu a maior goleada da competição 7 a 1 sobre o Prudentópolis na estréia e tem o candidato natural à artilharia Marcel com oito gols (mesmo número de Neizinho, do Paranavaí. O artilheiro do Iraty, Tiago, tem 10 gols mas não joga mais na competição).
Quando os londrinenses estiverem sem a posse de bola, certamente devem sentir falta de Rocha, um dos ''pegadores'' do meio-campo que não jogará por estar suspenso com três cartões amarelos. Em seu lugar entra Germano, o prata-da-casa que ganhou a disputa com Júnior Gaúcho pela vaga.
Mas quando atacar e tentar chegar à meta adversária, os desfalques serão mais ainda mais sentidos. O lateral-esquerdo Fabinho, que teve boa atuação contra o Atlético, também não joga por ter sido expulso no final do jogo. Ele será substituído por Alexandre, um lateral de características mais defensivas.
O artilheiro Paraguaio, o xodó da torcida que passou em branco diante do Atlético depois de marcar em cinco jogos consecutivos, será a ausência mais sentida. Sem a sua velocidade e sua raça, os meias-ofensivos terão que acionar Negreti, contratado para ser titular mas que demorou a entrar em forma.

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