Negueba, um dos mais experientes jogadores do LEC, posa com a camisa alusiva ao Outubro Rosa: "Temos que jogar como time pequeno sem a bola e com a bola fazer o que a gente sabe de melhor"
Negueba, um dos mais experientes jogadores do LEC, posa com a camisa alusiva ao Outubro Rosa: "Temos que jogar como time pequeno sem a bola e com a bola fazer o que a gente sabe de melhor" | Foto: Gustavo Oliveira/Londrina Esporte Clube



O Londrina aposta na maturidade do seu elenco e na sua força no Estádio do Café para encarar de igual para igual o Atlético Mineiro na final da Copa da Primeira Liga. O alviceleste reconhece a capacidade e o favoritismo do adversário, mas sabe que o time chega muito bem preparado e pronto para surpreender mais um grande na decisão de quarta-feira (4), às 21h45.
Se a diferença de nomes e de investimento é enorme, a própria trajetória do LEC na competição mostra que o Tubarão pode superar mais um adversário da Série A. Ao passar por Fluminense e Cruzeiro, nas quartas e semifinal, respectivamente, o time se encheu de moral e confiança para esta decisão.
"Já passamos por adversários que têm grandes jogadores como tem o Atlético. Mas, nós também temos atletas que já jogaram Série A, com experiência internacional e que estão maduros para uma final como esta. Temos os nossos valores", afirmou o técnico Claudio Tencati. "Precisamos ser cirúrgicos. Anular o que eles têm de melhor e produzir para buscar o gol. Superá-los é difícil, mas é possível".
O Londrina aposta na experiência de jogadores como Dirceu, Edson Silva, Jumar e Negueba para igualar a qualidade de atletas como Vítor, Elias, Fábio Santos, Robinho e Fred. "É um confronto de um clube de Série B contra um de Série A e é notória a forma diferente de jogar. Temos que fazer o máximo para deixá-los fora da zona de conforto e aproveitar as oportunidades que vão surgir", frisou o zagueiro Dirceu, que será o capitão alviceleste na final, já que Germano está suspenso. "Não temos nada a perder. Estatísticas e números não ganham nada, senão já teríamos perdido para o Cruzeiro".
O atacante Negueba, um dos últimos reforços a chegar, comemorou o fato de poder fazer a sua primeira partida na competição justamente na final. Com bagagem de já ter atuado no Flamengo, São Paulo e Grêmio, o jogador deu a receita para o LEC sair vitorioso. "Temos que jogar como time pequeno sem a bola e com a bola fazer o que a gente sabe de melhor", apontou.

Baixa procura
A diretoria do Londrina aposta no aumento da venda de ingressos a partir desta terça-feira (3), já que até a noite de segunda (2) a procura havia sido bem tímida. Até em razão da baixa comercialização, o clube abriu mão de tentar atender as reivindicações do Corpo de Bombeiros para liberar o estádio do Café na sua capacidade máxima de 30 mil lugares. Com isso, o Café poderá receber no máximo 21 mil torcedores na decisão.
"Se nós estamos na final é graças ao que a torcida fez, sobretudo no confronto contra o Cruzeiro. Espero que ela não nos abandone agora", cobrou o zagueiro Dirceu.
Camisa
O Londrina lançou na segunda-feira (2) uma camisa rosa em homenagem ao Outubro Rosa, mês dedicado à prevenção e ao tratamento do câncer de mama. O clube firmou uma parceria com o Rotary Clube Aeroporto, por meio do projeto Rotary Rosa, que presta assistência a mulheres vítimas da doença, e repassará R$ 10 ao programa por camisa vendida. A meta é repassar R$ 5 mil até o final do ano.
Com edição limitada, o novo uniforme estará à venda a partir do dia 16 nas lojas da Karilu Sports, fornecedora oficial do LEC. A versão masculina custará R$ 175, e a feminina, R$ 130. A camisa será apresentada à torcida antes da final contra o Galo. O clube não descarta utilizar o uniforme em um dos jogos restantes da série B.

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