Tubarão pega 'Londrina cover'
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de março de 1999
Nelson Cilo 
Depois de empatar duas vezes na segundona paranaense (Arapongas e Portuguesa) e de obter apenas uma vitória (Comercial de Cornélio Procópio), o vice-líder Londrina (cinco pontos no Grupo A) tenta selar a reação do time, às 15h30 de hoje, no Estádio do Café, diante do lanterna Assahi (apenas um ponto), na penúltima rodada do primeiro turno do campeonato.
O adversário, espécie de cover (cópia) do Londrina, pretende explorar a suposta vingança de alguns personagens que já estiveram do outro lado: o lateral-direito Capilé, o central João Neves, o quarto-zagueiro Martinelli, o volante Corina, o meia Dico e o atacante Joilton, além do presidente Marcelo Caldarelli, o dono da bola. Ou melhor, dos passes de todos os jogadores do Assahi.
O técnico Paulo Comelli disse que só espera uma coisa: que o Assahi não fique na retranca, mas encare o Londrina de igual para igual. Sei que eles vão usar três atacantes. Ótimo. Assim, vamos encontrar espaços para ditar nosso ritmo, supõe o treinador.
Mais três pontos, lembra Comelli, é tudo o que o Londrina precisa para encostar na ponta da tabela. O técnico acredita em um tropeço do líder Nacional de Rolândia contra o Comercial, em Cornélio Procópio. Queremos brigar pela liderança, que nos daria vantagem na próxima fase. Chegou a hora da arrancada, avisa Comelli, que pegou pesado nos treinos da semana.
Na opinião de Comelli, o Londrina esgotou o limite de falhas nas duas primeiras rodadas. Na terceira, reconhece que o time desencantou. Mesmo assim, ele exige muito mais. No futebol, não se pode errar tantos passes nem se confundir no posicionamento, diz Comelli.
Ao confirmar a volta de Humberto ao meio-campo - Jefferson, Tião e Eraldo complementam o quadrado - Comelli entende que conseguiu, enfim, escalar o time ideal. Os torcedores, aliás, poderão conferir o desempenho de Humberto e Eraldo, que se sobressaem no grupo atual.
Humberto ainda resiste a uma contusão mal curada no joelho, mas reafirmou que as dores atrapalham só um pouquinho ao chutar com o pé direito.
No Assahi, o técnico Nelson Semensati Filho, o Chicão, anunciou a estréia de Max, ex-Foz do Iguaçu, ao lado de Maurinho na frente. Joilton, 31 anos, que atuará como terceiro atacante, não guarda mágoas do ex-clube. Desde a escolinha, passei 12 anos de minha carreira no Londrina. Não guardo rancores coisa nenhuma... Lá, só tive alegrias, afirma Joilton.
O quarto-zagueiro Martinelli, 20, que esteve no Londrina entre 96 e 97, encarou o ex-clube quando ele atuava no Ivinhema (MS). Empatamos em 2 a 2. Joguei numa boa. É claro que dá muita motivação. O Londrina é grande. Tem tradição. Mas sem essa de vingança.
O lateral-direito Capilé, 21, vestiu a camisa do Londrina em 97. Eu não seria injusto: guardo boas lembranças de lá.
O volante Corina, 33, participou da temporada-98 e, antes da queda para a segundona, foi embora. Escapei dessa. Corina jura que não teme a teórica superioridade do Londrina. Sou pé quente. Nunca perdi pra eles.
O meia Dico, 33, viveu o Londrina durante seis anos, mas não se permite ao sentimentalismo. Que nada... Em 96, eu era do Apucarana e lascamos 2 a 1 no Londrina em pleno VGD.
Londrina


