Tubarão fica a um ponto da Série C
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quinta-feira, 14 de novembro de 2002
Lúcio Flávio Moura<br> Reportagem Local 
Foi por pouco. Muito pouco. O Londrina esteve muito próximo de perder o chamado ''maior patrimônio do clube'' durante a inusitada partida de terça-feira, quando empatou amigavelmente por um gol com o Ceará, na última rodada da primeira fase da Série B do Campeonato Brasileiro.
O resultado manteve o clube na Segundona, mas o que os cerca de mil torcedores que compareceram ao jogo de compadres no VGD não poderiam imaginar a importância do gol de Reginaldo, aos 21 do segundo tempo. Se o gol de Gilmar assegurasse a vitória cearense e o LEC permanecesse com 32 pontos, o Paraná não teria representante na Série B em 2003, já que o Americano, o melhor dos rebaixados, terminou com 32 pontos e 9 vitórias, contra oito do LEC.
Criticado junto com o pacote de atacantes, todos com desempenho medíocre, à exceção de Marcelo Silva, Reginaldo foi o último reforço inscrito e acabou deixando sua marca nas últimas rodadas, coisa que Ciro, Neizinho, Paraguaio, Rodrigo (que somados não fizeram nenhum gol) e César não fizeram em todo o campeonato.
O gol mais importante de toda a campanha, feito de calcanhar, deu ao atacante rompedor o título de artilheiro do LEC na competição. Ele ficou à frente dos destaques técnicos Wesley, 5 gols, e Marcelo Silva, 4. Os três fizeram mais da metade dos gols do Tubarão.
Depois de amargar quatro jogos sem marcar estreou na 14 rodada contra o União São João (1º de outubro) e marcou na 18 diante do Botafogo Reginaldo engrenou. Contratado por empréstimo junto ao rival Grêmio Maringá (o compromisso acaba em dezembro e não deve ser renovado), o atacante de 21 anos marcou seis gols em oito jogos.
A modesta marca de Reginaldo, um atacante de qualidades técnicas discutíveis, se torna uma referência no cenário de escassez ofensiva que predominou na ''Era Cenci''. Em 25 jogos, o alviceleste foi às redes apenas 28 vezes. Dos 26 clubes da Série B, apenas três conseguiram ser mais incompetentes no ataque que o Londrina. E todos eles foram rebaixados: Sampaio Corrêa 25 gols, Bragantino 23 e XV de Piracicaba 19.
Durante o campeonato, Cenci defendeu seu defensivismo alegando fragilidade técnica para atacar. Mas seu 3-5-2 não era nenhuma barreira intransponível. A meta do LEC foi vazada 30 vezes. Sete equipes tiveram desempenho superior, todos com ataques bem mais positivos.
O desempenho regular em casa seis vitórias e seis empates garantiu que a modesta meta da diretoria (escapar do rebaixamento) fosse alcançada. Se dependesse da campanha em viagem, certamente hoje a cidade discutiria como seria disputar uma Série C. Fora de casa, foram nove pontos em 13 jogos: duas vitórias, três empates e oito derrotas.


