O Londrina não tem o que reclamar da torcida em 2005. Aliás, tem que agradecê-la pelo incansável apoio. Graças à ela, o time foi o campeão de público do primeiro turno do Paranaense, com média de 5.298 torcedores por partida, bem superior à da competição: apenas 1.622 pagantes.
Os dois maiores públicos também são do Tubarão. Contra o Atlético, na quinta rodada, foram 8.204 pagantes e 5.285 na vitória por 2 a 0 sobre o Nacional, na terceira rodada. Entre os times da capital, o Atlético é o primeiro, com 2.704, seguido pelo Coritiba, com 1.711. O Paraná tem média de 1.623.
Mesmo com grandes públicos, a receita é mínima. Os descontos no borderô são gigantes e consome quase toda a renda (veja quadro acima). A maior parte da renda fica com a Federação Paranaense de Futebol. Na partida contra o Esportivo, quarta-feira, somente de descontos foram mais de R$ 8 mil, sem contar os gastos com a organização e segurança do jogo.
É na torcida que está o segredo da boa campanha do clube. Dentro de casa, foram três jogos, com duas vitórias (Francisco Beltrão e Nacional) e um empate contra o time titular do Atlético. Longe da torcida, o time não teve o mesmo sucesso. Em quatro jogos, foram dois empates, uma derrota e uma vitória. Nesta rodada, porém, o Tubarão não terá seu trunfo. O time pega o Francisco Beltrão, fora de casa.
O técnico Itamar Bernardes terá muita dor de cabeça para escalar o time. O meia Nem está suspenso por ter recebido o terceiro cartão amarelo, na derrota para o Iraty. Gian, com problemas musculares, dificilmente terá condições de jogo. Bolão, com menos intensidade, está com o mesmo problema de Gian, mas tem mais chances de jogar. A outra dúvida é o zagueiro Alex, que fraturou o vômer, um osso do nariz, durante o treino de terça-feira. Ele precisa de uma máscara para proteger o local. A proteção é fabricada em Maringá, custa R$ 150 e ainda não foi feita. (T.M.)

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