Curitiba - O Londrina bem que tentou interromper a sequência de vitórias do Atlético, mas tornou-se apenas o time que chegou mais perto disso. Foi impedido por gol de Marcelo Ramos, no final do jogo, em castigo imerecido para o time que soube anular o rival.
Surpreendendo, o Tubarão partiu para cima e Nem teve chance de abrir o marcador a um minuto de jogo, mas errou o alvo. Aos seis, foi Rafael Tavares que exigiu defesa de Vinícius. Zé Ilton teve chance em seguida, chutando fraco após triangular com João Paulo e Diego, mas a pressão parou por aí. O Londrina recuou demais e passou a atacar apenas em lance esporádicos.
O Furacão tentou encurralar o rival, utilizando os lados do campo, mas insistia em bolas alçadas, facilmente rechaçadas pelo trio de zagueiros londrinense. Nesta pressão, aconteceram os dois lances polêmicos da partida. No primeiro, aos 15, Senegal furou feio, deixou Marcelo Ramos dominar a bola e - quando o adversário partia sozinho para o gol - caiu em cima do atacante, que pediu falta e cartão vermelho (o zagueiro era o último defensor). Sete minutos depois os atleticanos pediram pênalti em lance em que a bola bateu no braço de Rafael Tavares, mas de forma não intencional.
O próximo obstáculo às pretensões rubro-negras foi o goleiro Marcos, que defendeu petardo de Netinho, aos 27 minutos e em seguida fez milagre em cabeçada à queima-roupa de Antônio Carlos. Mas, apesar do domínio dos donos-da-casa, quem chegou mais perto de abrir o marcador foi o Tubarão. João Paulo fez ótima jogada pela direita, deixou dois zagueiros na saudade e rolou para Nem, que da marca do pênalti bateu forte para Vinícius defender com a ponta dos dedos, aos 35.
Jorge Saran lançou Alisson no intervalo, no lugar de Allan - Oliveira passou para o meio-campo. ''O Allan tem cartão e o Claiton, que é inteligente, está forçando para que ele seja expulso'', justificou o treinador. Que viu o time recuar ainda mais e sofrer uma pressão quase insustentável - foram 18 escanteios para o Atlético. Mas Marcos esbanjava segurança nas bolas que chegavam ao gol.
Bem postado atrás, o Londrina então resolveu buscar a vitória, algo que havia tentado apenas em novo chute de Nem, aos 10 minutos. O próprio Nem deu lugar a Daniel, que infernizou a zaga atleticana e quase decidiu o jogo aos 27 minutos. Depois de receber lançamento de Diego Macedo, o atacante entrou pela direita e tocou por cima, na saída de Vinícius, rente ao travessão.
O jogo seguia equilibrado, mas as chances rareavam. E quando o empate parecia decretado, Daniel e Alisson desperdiçaram boa chance, permitindo ao Furacão contra-ataque fulminante, que passou pelos pés de Jancarlos, Netinho, Irênio e Claiton, que cruzou rasteiro para Marcelo Ramos completar para as redes, aos 47 minutos. Ao final do jogo, Saran lamentou as chances perdidas. ''O jogo esteve nos pés do Nem no primeiro tempo e depois nos pés do Daniel. Faltou experiência no minuto final, quando ninguém matou o contra-ataque'', resumiu.

EM CURITIBA

Atlético Paranaense 1

Vinícius; Danilo, Rhodolfo e Antônio Carlos; Jancarlos, Alan Bahia, Claiton, Irênio e Netinho; Willian (Rodrigão) e Marcelo Ramos. Técnico: Ney Franco

Londrina 0

Marcos; Rafael Tavares, Senegal e Victor; Oliveira, Allan (Alisson), Diego Mineiro, João Paulo, Nem (Daniel) e Alex Braz; Zé Ilton (Chimba). Técnico: Jorge Saran

Árbitro: Adriano Milczvski
Estádio: Arena da Baixada
Público: 10.010
Gol: Marcelo Ramos aos 47 minutos do 2º tempo

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