Tubarão a um passo de fazer história
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terça-feira, 25 de fevereiro de 2003
Lúcio Flávio Moura<br> Reportagem Local 
A última vez que Londrina e Atlético se enfrentaram em um confronto eliminatório foi no Campeonato Paranaense de 1992. O Londrina venceu no Estádio do Café por 3 a 1, perdeu por 2 a 0 no Pinheirão e se classificou nos pênaltis vencendo por 4 a 3. O time de João Neves, Tadeu, Claudio José e Varlei de Carvalho abriu caminho para conquistar o último título estadual do Tubarão, garantido na jornada tripla diante do União Bandeirante.
O confronto eliminatório em novembro daquele ano foi o último do Londrina com um dos integrantes do chamado Trio-de-Ferro da capital (a dupla Atletiba mais o Paraná Clube). Em 1993 e 94, o Tubarão sagrou-se vice-campeão em quadrangulares por pontos corridos. Desde então, o time oscilou entre a mediocridade e o fracasso no Estadual.
Mas em 2003, o Londrina cansou de ser coadjuvante e passou a ter um discurso mais ambicioso. A série invicta de seis jogos e a sequência de quatro triunfos consecutivos no Estádio Vitorino Gonçalves Dias consolidaram a confiança da equipe do técnico Roberto Fernandes, que quer se transformar, enfim, em protagonista, quando começarem às semifinais no final de semana.
Para isto, nem é preciso vencer. O empate com o Atlético na partida marcada para às 20h30 de hoje classifica o Tubarão.
Para obter este feito histórico, o Londrina conta com o regulamento, o desespero do adversário e com uma velha arma, há muito esquecida: a torcida vibrante e compacta que deve tomar conta do VGD.
Para que esta possibilidade de libertar uma alegria aprisionada dentro de cada torcedor não se transforme em uma multidão cabisbaixa, o Londrina conta com a personalidade de um grupo de jogadores maduros média de 26 anos para segurar o ímpeto do Furacão, cuja escalação ainda conta com alguns campeões brasileiros de 2001, o maior título da história do clube curitibano. Estarão em campo seis jogadores do grupo de Geninho: Alessandro, Igor, Rogério Corrêa, Cocito, Kléberson e Adriano.
Do outro lado, o Londrina também tem seus candidatos a estrela. O atacante Paraguaio, que marcou gol nos últimos cinco jogos; o meia Marcelo Silva, o melhor do time nos últimos jogos; o lateral Jamur, decisivo nas bolas paradas; e o goleiro Marcelo, em grande fase.
''O grande mérito de uma equipe é impor seu jogo. Se o Atlético impor o dele, dificilmente sairemos classificados'', alertou Fernandes. Além de um desenho tático certamente cauteloso, o treinador do Londrina usou a sonegação de informações para tentar surpreender o 3-5-2 de Vadão.
No treinamento de ontem, a equipe titular foi na maior parte do tempo a mesma da vitória sobre o Malutrom. Na parte final, entretanto, Fernandes ousou. Colocou Márcio Santos e ampliou para três o número de zagueiros. Sacou o lateral-esquerdo Fabinho e improvisou Valdeir na ala-esquerda. ''Só divulgo o time 15 minutos antes do jogo'', despistou.
Fábio Zeni também pode ser uma carta escondida na manga. Com um problema muscular, o atacante não jogou contra o Malutrom mas foi liberado ontem depois de um exame médico.


