Tubarão - O senhor Londrina
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Ninguém representa melhor a reconstrução do Londrina dentro de campo nos últimos anos do que o zagueiro Silvio. Prestes a iniciar a sua sexta temporada seguida no clube, o polivalente jogador viveu do drama da Divisão de Acesso em 2011 até o apogeu da volta a Série B, no ano passado.
Aos 27 anos, o sergipano de Aracaju adotou Londrina como sua segunda casa e hoje é uma das peças mais importantes do elenco alviceleste e tem o respeito por parte da torcida. Acostumado a vitórias e conquistas no clube, Silvio sabe que o segredo do sucesso é não se acomodar e buscar sempre mais.
"Foram anos vitoriosos com uma sequência de conquistas e por isso essa longevidade. Mas com isso a responsabilidade aumenta e temos que continuar vencendo e agregando títulos e acessos ao clube. O calendário é maior este ano e os objetivos também precisam ser", apontou o jogador que já atuou como volante e lateral. "O segredo é não se acomodar e achar que está bom. Continuar se preparando bem e manter a obstinação pela vitória porque temos coisas maiores para serem conquistadas".
Os títulos da divisão de acesso, do interior (2013 e 2015), do Paranaense em 2014 e ainda os acessos para as séries C e B são na visão do zagueiro o que proporcionou a sua permanência por tanto tempo no clube. Ao longo desses anos, Silvio chegou até a jogar em outros lugares e a receber propostas, mas o projeto traçado no Londrina sempre o fez voltar. "Eu gosto muito daqui. A cidade é boa, o clube tem estrutura e honra com seus compromissos. Apareceram algumas coisas para sair, mas quando você coloca tudo na balança, prefiro ficar. Hoje tenho o respaldo do treinador, dos companheiros e da presidência", frisa o atleta, que tem mais de 150 jogos com a camisa alviceleste.
Torcida
Titular absoluto da zaga, Silvio acredita que a boa relação com a torcida se construiu justamente por ter passado junto com ela momentos tão difíceis, dentro e fora de campo. "Vivi os opostos, quando joguei pela primeira vez em 2009 e depois com a gestão do Sérgio (Malucelli), em que o cenário mudou. Vivemos juntos as conquistas e também os sofrimentos", revela. "Sempre fui abraçado nos momentos difíceis. E isso dá forças para continuar dando o meu melhor para honrar esta camisa. Tenho sido muito abençoado aqui, não só em matéria, mas também em questão de afeto e sentimento das pessoas".


