Paris - Quando a Copa das Confederações começou, a grande expectativa dos franceses era de que uma vitória de sua seleção serviria para apagar, pelo menos em parte, a péssima imagem deixada na Copa do Mundo. No Japão e na Coréia a França foi eliminada na fase de classificação sem marcar gols. Porém, a morte do jogador camaronês Foe acabou com o aspecto competitivo do evento. Assim, ontem, 24 horas depois de sua seleção conquistar o título, os franceses não celebravam o time.
Optaram, sim, por festejar o atacante Thierry Henry, considerado o melhor jogador da competição. A empolgação do público e da crítica com o futebol demonstrado pelo atacante foi tanta que provocou até exageros. O maior deles foi compará-lo a Ronaldo, do Real Madrid. Mas não faltaram analogias a Platini e Zidane. As comparações, claro, não diziam respeito exatamente à capacidade técnica ou estilo de jogo. Levavam em conta a importância do atleta para a seleção naquele momento. E Henry, hoje, é considerado o principal nome do futebol da França.
E não foi apenas pelas jogadas e gol demonstrados no campo. Por ser negro, o jogador centraliza também boa parte da campanha anti-racismo que os europeus tentam espalhar pelo continente. Prova disso foi a iniciativa da Fifa de fazer com que as seleções entrassem no gramado portando grandes faixas que traziam a inscrição ''Não ao racismo''. A única exceção foi a partida final. Toda e qualquer tipo de ação visou a homenagear Foe.

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