Tsuguio Sato, o diamante do yakiú
Aos 72 anos, ele joga na última categoria do beisebol o super diamante máster. Um dos mais antigos e respeitados jogadores na ativa, testemunhou a evolução do esporte no passar das décadas desde sua primeira fase. São 53 anos praticando como jogador, técnico, presidente das federações e associações, árbitro e agora joga seu softboll apenas como lazer. Assim é Tsuguio Sato, um senhor com uma memória de jovem.
Remanescente da primeira geração, na fase adulta defendeu a cidade de Cornélio Procópio e conhece bastante sobre a história do beisebol no estado e diz com seu sotaque que o primeiro beisebol foi em Cambará. Ele não jogou no time de Takeshi Sugeta, figura pela qual guarda muita admiração e respeito, mas travou boas disputas contra sua equipe. Também fui convocado para a seleção paranaense em campeonatos brasileiros. Meu auge foi entre 56 e 62, quando eu jogava de jardineiro central, conta.
Ele adquiriu sua técnica com os treinadores Araki, Sekita e Ogo, que lhe ensinaram um estilo de jogo competitivo para disputar partidas com o time de um jogador do nível de Sugeta. Nesse momento o beisebol tradicional existia de verdade e a resistência dos jogadores era decisiva. E a maior recordação que Sato guarda é a temporada de 1957. Para mim foi o melhor momento porque eu ganhei três prêmios. Fui considerado o melhor jogador, a jogada mais bonita e o melhor rebatedor. Nós perdemos a final para o time de Bandeirantes, mas no ano seguinte conseguimos ser campeões, rememora. (R.O.)





