Trulli faz a pole na Bélgica
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sábado, 28 de agosto de 2004
Agência Estado 
Spa-Francorchamps - O piloto Jarno Trulli, da Renault, vai largar na pole position do GP da Bélgica. Ontem, sob chuva, o italiano estabeleceu o tempo mais rápido no treino classificatório para o grid de largada ao registrar sua volta em 1:56.232. Em segundo sai o alemão Michael Schumacher, da Ferrari, e em terceiro, o espanhol Fernando Alonso, também da Renault.
Os brasileiros Rubens Barrichello, da Ferrari, sai em 6º, Felipe Massa, da Sauber (8º), Antônio Pizzonia, da Williams (14º) e Ricardo Zonta, da BAR (20º).
Doping Alguns casos isolados de doping nos Jogos Olímpicos de Atenas levaram Trulli, a declarar quinta-feira, para espanto geral: ''Se fossem feitos exames antidoping na Fórmula 1 os resultados surpreenderiam muita gente.'' Questionado para explicar melhor o que desejava dizer, o italiano, de malas prontas para correr na Toyota, disse que o assunto estava encerrado. Mas ficou a dúvida no ar. Afinal, é possível para os pilotos recorrerem às drogas para melhorar seu desempenho?
Talvez Trulli não tenha sido ainda sorteado, mas a FIA faz exames antidoping ao menos uma vez por temporada. Deveria saber. A opinião geral, contudo, de pilotos, médicos, dirigentes e especialistas no assunto é de que não há droga capaz de apenas, por exemplo, aumentar a velocidade de reflexo, o que poderia, na teoria, auxiliar a performance. As drogas atuam no sistema nervoso central também em áreas não desejadas, causando, dentre outros efeitos, dificuldade de concentração para o nível de exigência da pilotagem a mais de 300 km/h.
''Alguns pilotos chegaram a usar, no passado, beta bloqueadores, a fim de reduzir a frequência cardíaca e, consequentemente, o estresse'', diz o doutor norte-americano Gary Hartstein, médico da FIA. ''Mas os depoimentos apurados a seguir demonstraram total reprovação à experiência'', afirma o especialista. ''Os pilotos retrataram que esses fármacos deixam o cérebro meio sem saber o que comandar nas mais distintas situações, colocando a vida do piloto em risco.''
Ano passado, Ricardo Zonta, na época terceiro piloto da Toyota, voltou do GP do Canadá para a Europa um dia depois da prova. E menos de 24 horas mais tarde haveria testes coletivos da Fórmula 1. Com a diferença de sete horas entre Montreal e a França, onde estava para o treino, o departamento médico da equipe lhe deu um comprimido de cafeína, dentro da dosagem tolerada nos controles, a fim de ajudar a enfrentar os efeitos do fuso horário. ''Aprendemos que é um erro'', diz Zonta. ''Eu passei a sobredirigir o carro, ou seja, ia além do seu limite e necessitava corrigir a todo instante as suas constantes escapadas.''


