Sem velocidade na pista, a sexta-feira foi marcada pelo atraso na preparação para a prova no Autódromo Ayrton Senna
Sem velocidade na pista, a sexta-feira foi marcada pelo atraso na preparação para a prova no Autódromo Ayrton Senna | Foto: Marcos Zanutto



A saída de vários grandes nomes da Fórmula Truck abriu a possibilidade do surgimento de novos pilotos na categoria. Quem for ao Autódromo Internacional Ayrton Senna neste domingo (7) verá diversas caras desconhecidas do público que curte os gigantes na terceira etapa do Campeonato Brasileiro. A corrida começa a partir das 13h.

A criação da Associação Nacional de Equipes de Truck (Anet) levou nomes como Felipe Giaffone, Djalma Fogaça, Renato Martins, Beto Monteiro, Leandro Totti e Roberval Andrade para a recém-criada Copa Truck. O último a mudar de lado foi Wellington Cirino, que liderava a Fórmula Truck após as duas primeiras etapas. Quem também desistiu da competição nos últimos dias foi Joel Mendes Jr.

"É uma boa oportunidade para quem sempre quis estar aqui, como é o meu caso. Há uma necessidade de renovação de grid e como a Truck não tem categoria de acesso, todo mundo que entra acaba sendo desconhecido. Mas, existem muitos pilotos experientes e conhecidos em outras categorias", frisou Witold Ramasauskas (Merceds-Benz), que disputa pela primeira vez a categoria e ocupa a terceira colocação no campeonato, com 70 pontos.

Outro estreante é Alan Chanoski (Iveco), que entende que até há espaço para uma divisão na categoria, mas ressalta a dificuldade na busca por patrocinadores em razão da crise econômica do país. "Se você pensar pelo lado do piloto quanto mais competições tiver será melhor. Você tem mais possibilidade de correr. Mas, na verdade esta divisão pode ser prejudicial para todo mundo, ainda mais neste momento conturbado que vive o Brasil", afirmou. Chanoski é o quarto colocado, com 66 pontos.

A etapa de Londrina vai marcar a estreia de dois pilotos na temporada: Alex Fabiano, o "GG" (Mercedes-Benz) e Valmir Benevides (Ford).

REALIDADE
As dificuldades enfrentadas pela Fórmula Truck se refletem dentro da pista e fora dela. O clima é bem diferente de anos anteriores, quando a categoria ostentava uma estrutura muito maior e chamava a atenção do público. Durante a tarde de sexta-feira (5), a reportagem da FOLHA esteve no autódromo e observou que as arquibancadas para o público ainda estavam sendo montadas, diversos caminhões ainda não tinham chegado aos boxes e não houve treinos livres. Os trabalhos na pista se resumem apenas com as sessões de sábado (6). A movimentação de torcedores também era tímida.

A debandada de vários pilotos e equipes encurtou o grid da Fórmula Truck e a previsão é que apenas dez caminhões larguem em Londrina no domingo. Na primeira etapa, foram oito e na segunda, em Rivera, no Uruguai, 13. A FOLHA procurou por diversas vezes os representantes da categoria, mas não houve retorno.

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