Com recorde de pilotos na pista será disputada hoje, no Autódromo de Goiânia, a quinta etapa do Campeonato Brasileiro da Fórmula Truck. Quando o relógio marcar 13h15, horário da largada, exatamente 26 pilotos vão alinhar seus "brutos voadores", formando assim o maior grid das 18 temporadas da categoria.
A marca é histórica, mas não inédita. Em 2008, a sexta etapa do campeonato, disputada no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina, também teve 26 participantes. O número alcançado em Goiânia deverá ser mantido até o fim da temporada, graças à estreia do mato-grossense Raijan Mascarello e o retorno do paranaense Pedro Muffato.
Recordes à parte, a corrida na capital goiana é fundamental para quem já está e para os que ainda pretendem fazer parte da briga pela ponta do campeonato. Quarto colocado, com 35 pontos, exatamente a metade do que tem o líder Paulo Salustiano, o ibiporãense Leandro Totti quer um bom resultado hoje para começar a colocar pressão em quem está à sua frente na classificação. "A diferença é pouca, são 35 pontos. O campeonato está muito equilibrado e um bom resultado no domingo hoje) pode me colocar numa boa situação", analisou.
Atual campeão nacional e sul-americano, o paranaense dono do caminhão 73 quer ratificar a reação que começou em Caruaru (PE), há três semanas. "A evolução de nossos caminhões está cada vez mais rápida e a prova de Caruaru foi uma grande demonstração do esforço de todo o time e da engenharia em trazer bons resultados ainda neste ano de estreia. Em Goiânia, espero que a gente possa novamente brigar pela vitória e ter um bom ritmo de classificação e prova", disse Totti, que também é o quarto colocado no Sul-Americano, com 34 pontos.
Vencedor da corrida de Londrina, Salustiano promete brigar novamente pelo primeiro lugar. "O fato de ser líder me dá mais motivação para tentar mais um resultado bom, mas o foco não muda. Vou para Goiânia com a mesma concentração e a mesma dedicação de sempre", garante o piloto.
A pista recheada de retas do circuito goiano é um atrativo a mais para os pilotos. "Assim como aconteceu na última corrida, os caminhões são levados ao limite, e é preciso ter um equipamento resistente para chegar ao fim da prova", comentou o pernambucano Beto Monteiro, oitavo colocado, com 25 pontos.

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