Imagem ilustrativa da imagem Tropeço no Morumbi agrava crise no São Paulo
| Foto: Ale Vianna/Eleven/Folhapress
Ricardo Gomes trocou laterais, mas problemas defensivos continuaram na última quarta-feira



São Paulo - Contra o Internacional, no último domingo, o que se viu foi um São Paulo sem poder de fogo, dominado e com falhas defensivas, mas que conseguiu arrancar um empate fora de casa. Na última quarta-feira, contra o Juventude, o time conseguiu manter a posse de bola, mas só. Os mesmos problemas voltaram a aparecer e o resultado foi muito pior: derrota em pleno Morumbi para o Juventude, time que está na Série C do Brasileiro.
Se não elimina o clube paulista da Copa do Brasil, o resultado escancara uma série de problemas no time, aumenta exponencialmente a pressão sobre diretoria, comissão técnica e jogadores, e dá os primeiros sinais de que, se as coisas não melhorarem rápido, o segundo semestre pode passar longe das conversas sobre título e G4 adotadas no CT da Barra Funda até o momento.

LATERAIS E FALHAS DEFENSIVAS
A defesa são-paulina escapou de sofrer a virada contra o Inter graças ao pênalti perdido por Valdivia. Mas, não teve a mesma sorte durante a semana: em apenas quatro finalizações certas, o Juventude marcou duas vezes - uma de pênalti, outra cortando a zaga adversária com extrema facilidade.
Espaços na defesa foram parte do motivo que levou Ricardo Gomes a trocar os laterais Buffarini e Mena por Bruno e Carlinhos - o argentino havia perdido uma bola pelo alto em lance que resultou em gol, além de ter cometido um pênalti contra o Inter.
Pouca coisa mudou: o lance do primeiro gol do Juventude saiu em jogada de velocidade pela direita, setor de Bruno. Já Carlinhos participava da marcação dentro da área.
Para piorar, Ricardo Gomes deve perder definitivamente Rodrigo Caio nos próximos dias - liberado pela diretoria para viajar e obter passaporte europeu, o zagueiro é alvo de diversos clubes e quer se transferir para a Europa.

MEIO-CAMPO E ATAQUE
Ao contrário do que aconteceu contra o Internacional, o São Paulo dominou completamente a posse de bola contra o Juventude - 71%, contra 29%, segundo dados do site Footstats. De nada adiantou diante da incapacidade em criar chances claras de gol: 16 chutes, sendo só dois no alvo. A maioria das finalizações veio em situações difíceis e fora da área.
Dos últimos cinco gols do São Paulo, quatro foram marcados por Andres Chavez. Mal alimentado e com dificuldades para criar, o setor ofensivo são-paulino tem dependido muito do estilo "trombador" do argentino para marcar seus gols.

PRESSÃO INTERNA E EXTERNA
O resultado e os problemas apresentados em campo geraram cobranças contundentes da pequena torcida presente no Morumbi. Os gritos tiveram como principal alvo a diretoria.
Internamente, o tom também foi de cobrança. Maicon disse ao deixar o gramado que a "diretoria precisa intervir". Na zona mista, diminuiu o tom.
"Nossa equipe não está conseguindo trocar três passes e a defesa fica exposta. Toda hora a bola chega ao nosso gol e uma acaba entrando. O São Paulo é time grande e está jogando como time pequeno. A gente viu um São Paulo muito inferior contra o Inter. Todos os jogadores têm que mostrar responsabilidade e vergonha na cara", afirmou o defensor.

mockup