''Tropa de choque'' vai tentar salvar Ricardo Teixeira
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quinta-feira, 07 de junho de 2001
Agência EstadoDe Brasília 
Menos de 24 horas depois de lido o relatório da CPI da CBF/Nike que propõe o indiciamento do presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, por sonegação, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, os deputados da tropa de choque ligada ao dirigente já sabem como agir para suspender a medida. Na terça-feira que vem, na votação do requerimento, eles vão alegar num voto separado que Teixeira e outros acusados como os presidentes de 21 federações de futebol e o sócio de Pelé, Hélio Viana não poderiam ser investigados pela comissão. Os parlamentares argumentam que os trabalhos de apuração teriam de se restringir ao fato determinante que justificou a criação da CPI. Ou seja, ao exame do contrato assinado pela CBF com a Nike em 1996.
Os motivos da investigação não podem ser desviados, alegou o deputado José Rocha (PFL-BA). No entender do deputado José Lourenço (PMDB-BA), de 15 a 16 integrantes da comissão defendem o mesmo argumento, o que significa que a estratégia será aprovada pela maioria da comissão, formada por 25 deputados. Pelas previsões de José Rocha, no final das contas vai restar menos de dez dos 33 indiciamentos propostos pelo relator Silvio Torres (PSDB-SP).
Ricardo Teixeira foi responsabilizado no relatório por 13 irregularidades, dentre as quais estão operações consideradas suspeitas de utilização de recursos da CBF na compra de ouro no exterior, a realização de empréstimos com juros acima do mercado, suspeita de lavagem de dinheiro e o recebimento ilegal da remuneração mensal de R$ 35 mil.


