Troféu é cobiçado por jovens e veteranos
Mauricio Della Barba Cláudio Osti
A faixa de campeão é uma das principais cobiças dos jogadores de Londrina e Portuguesinha. Ambos os times possuem um elenco formado, em sua maioria, por jogadores jovens. Para muitos, como os técnicos Val de Mello e Livio Vieira, o título em disputa será o primeiro em equipes profissionais.
No Londrina, existe uma divisão bem feita entre os que acumulam faixas e os que ainda sonham em levar a medalha de campeão para casa. Entre os mais experientes estão Eraldo, Aléssio, Humberto, Renato, Ivanildo, Lelis e Tião. Todos guardam com carinho as medalhas e faixas de várias conquistas.
O meia Eraldo, quando jogava pelo São Paulo, é o que apresenta o maior número de honras esportivas. Mesmo na reserva, o atleta traz títulos de campeão paulista, brasileiro e da Libertadores em 1991 e 1992, além do Mundial obtido pelo tricolor em 92. O jogador também ajudou a levar o XV de Jaú para a primeira divisão do Paulista em 1995. Com a possibilidade de ser campeão pelo Londrina, o meia diz: Será mais uma experiência importante em minha carreira.
Já Humberto traz experiências internacionais. O jogador conquistou, pelo Marítimo, de Portugal, duas Copas da Uefa das temporadas 92/93 e 93/94, e a Taça de Portugal em 94/95. No Brasil, o meia foi campeão brasileiro da Série B, no ano passado, pelo Gama (DF).
Outros dois jogadores terão uma tarefa mais persistente no Tubarão. Pela segunda vez, Aléssio e Tião vão ajudar o Londrina a conquistar um título de campeão. O atacante e o meia foram campeões paranaenses da Série A-1 em 1992. Aléssio também acumula outras importante conquistas, como a Copa Conmebol de 93, pelo Botafogo do Rio. Se ganharmos, será o meu segundo título pelo Londrina em 10 anos, conta o jogador.
O zagueiro Ivanildo, um dos mais experientes na equipe, quer muito conquistar a taça da segundona. Vai ser o título mais importante para mim. Quero dar essa alegria para Londrina, uma cidade a que me apeguei muito.
Se para os mais velhos o possível título não é novidade, para os mais novos a conquista terá um gosto diferente. Pitti, o titular mais novo do Londrina, com 19 anos, sorri e diz: Será um sonho. Para mim e para os outros. Como se diz, o primeiro a gente nunca esquece, não é?. Pitti foi uma das revelações caseiras de Val de Mello na disputa da segundona deste ano. O volante Jefferson, contratado do Operário de Ponta Grossa, também acredita no sonho. O título será uma consequência do nosso trabalho, diz.
Ninguém gosta de perder, nem em pelada. Só de pensar na gozação do dia seguinte, do sarrinho, da piada, tem jogador que arrepia. Na Portuguesa não é diferente. Independente de o campeonato ser da segunda divisão, os jogadores da Lusinha - tanto os que pertencem à categoria dos com-título e os da sem-título - querem levar o troféu para casa.
E, como no futebol o jogo só termina quando acaba, o técnico Livio Vieira passou os últimos dias conscientizando os jogadores de que é possível vencer o Londrina e colocar a faixa de campeão. Os atletas assimilaram bem o discurso.
O zagueiro Sérgio Montini, 26 anos, o Alemão, que nasceu em Ibiporã e já foi atleta do Londrina, faz parte do grupo dos sem-título. A motivação pela disputa do primeiro título é muito grande. Levar o troféu significa projeção profissional. Querendo ou não, disputar um título é uma vitrine. Por isso, vamos entrar em campo para dar o máximo, diz ele.
O título é a alavanca na carreira do jogador. Alemão acredita que, colocando a faixa no peito, novas oportunidades podem aparecer. Logo vai começar o Brasileiro e quem é campeão sempre é lembrado. Além disso, roemos o osso até agora e queremos o filé mignon. Segundo o zagueiro, a responsabilidade de ganhar o título é do Londrina, por ser uma equipe de mais tradição, ter mais torcida. Mas isso só nos anima a entrar com mais garra.
No grupo dos com-título está Marco Vinicius Ribeiro dos Santos (Marquinhos), 32 anos. Nascido em Cambé, Marquinhos começou a carreira no juvenil do Marília e transferiu-se para o júnior do Londrina, onde se profissionalizou. Depois, correu o Brasil.
Entre os títulos de Marquinhos estão o bicampeonato carioca pelo Botafogo (89/90). Também foi vice-campeão brasileiro em 92, também pelo Botafogo - perdeu a final para o Flamengo. Passei por muitos clubes e esse título também é muito importante. Eu encaro da mesma forma e com a mesma seriedade. Vamos entrar atentos. Temos que ter muito cuidado e tranquilidade, ele ensina.





