Troca de carros desagrada Rubinho
Rubens Barrichello comemorou com entusiasmo o que talvez tenha sido o pódio mais diplomático de toda a sua carreira. A segunda colocação em Imola, diante dos torcedores e dos principais dirigentes ferraristas, pode dar novo fôlego à sua aspiração de continuar na escuderia italiana em 2003 (seu contrato termina em dezembro).
Antes da largada, Rubens Barrichello não escondeu sua irritação com mais uma decisão casuística da Ferrari. O chassi que Barrichello usara sábado, para quase estabelecer a pole position, era o reserva de Schumacher. O brasileiro queria correr com ele e deixar o seu titular para ser o reserva do alemão. Ao compreender que aquele chassi podia ser mesmo mais veloz que os demais, Schumacher impôs o seu uso, obrigando Barrichello a retornar ao seu original. Isso a gente deixa para falar depois, disse, de cara fechada, antes da largada, ao abordar o assunto.
O seu chassi titular, no entanto, não o impediu de realizar mais um belo trabalho, como já haviam sido seus desempenhos nas provas da Malásia e do Brasil, quando abandonou em razão de problemas mecânicos, no instante em que liderava essas competições. Estou muito feliz com esse resultado porque não havia marcado pontos ainda este ano, disse.





