Triunfo de Aurélio no judô inspirou feito histórico no taekwondo
Londrina - Determinação. Esta é uma palavra que pode resumir a carreira de Natália Falavigna. Atributo que a lutadora tem de sobra e que aliada à força de vontade, personalidade forte e sua inquestionável qualidade como taekwondista podem justificar sua carreira vencedora.
Aos quatro anos, quando viu o judoca Aurélio Miguel conquistar o ouro em Seul-88, já começou a vislumbrar-se no lugar dele. Dez anos depois começou a lutar. No fundo do guarda-roupa que ficava em seu quarto na época, a mãe encontrou a frase ''um sonho, uma meta, um dia eu chego lá'', acompanhada de um desenho dos anéis olímpicos. Uma amostra de sua determinação. Uma década depois, ela chegou lá e atingiu a meta e o sonho.
Mas o caminho até Pequim foi cheio de conquistas. Começou em 2000. Em sua primeira competição internacional, ela conquistou o Mundial Júnior, na Irlanda, aos 16 anos. A partir de então, não parou mais de conquistar títulos. Das 11 competições internacionais de que participou, Falavigna subiu ao pódio nove vezes. Em 2003, a medalha de prata na Universíade a incentivou a se esforçar ainda mais.
Em Atenas-2004, a paranaense surpreendeu e chegou à semifinal mesmo com um osso do pé fraturado. O bronze acabou não vindo, mas o desempenho serviu para colocá-la em evidência. No ano seguinte, veio o ápice com a conquista do Mundial, em Madri, na Espanha, outro triunfo histórico para o taekwondo brasileiro.
No ano passado, Natália deixou escapar o bicampeonato ao perder para a mexicana Rosário Espinoza, nas semifinais. Com o bronze, a brasileira viu a pressão aumentar. No Pan do Rio, ela teve a chance da revanche contra Espinoza, na final, mas perdeu novamente e levou a prata. A coroação veio em Pequim, com a inédita medalha de bronze olímpica. (T.M.)





