Tristeza toma conta da família
PUBLICAÇÃO
domingo, 02 de junho de 2002
Agência Estado 
Porto Alegre - Aloísio, Tereza e Édson Rosa, respectivamente pai, mãe e irmão do volante Émerson, tiveram seus planos todos alterados em relação ao que pensavam sobre a estréia do Brasil na Copa, nesta segunda-feira. Quando souberam da lesão do capitão da seleção, a tristeza tomou conta da casa no bairro Fragata, em Pelotas (260 km de Porto Alegre).
Tínhamos planejado ver a estréia com amigos, em outro lugar, aqui perto de Pelotas, quando soubemos da lesão do Émerson. Quando nos preparávamos para sair, a notícia tirou nossa alegria, falou com tristeza na voz, o pai do jogador. Mesmo sabendo de tudo à distância, seu Aloísio ainda mantinha alguma esperança de que seu filho mais famoso ainda pudesse participar dos outros jogos na Copa.
Porém, a tristeza dos familiares do então capitão brasileiro aumentou quando souberam que Émerson havia se machucado, com seriedade, treinando como goleiro. Lembro que, quando pequeno, o Émerson jogava até de atacante aqui em Pelotas passando, depois, para o meio-campo. No gol, no entanto, nunca havia jogado. É uma pena, pois ele estava num grande momento de sua carreira, prestigiado no Roma e capitão da Seleção Brasileira, comentou o pai.
Após a certeza de não mais poder ver seu filho tentando a conquista do pentacampeonato pelo Brasil, garantiu dona Tereza, vai torcer por Ricardinho. Tomara que ele jogue bem e conquiste o título para nós. Vou rezar para que isso aconteça, assim como fazia para o meu filho.


