Um grupo de cerca de 25 colombianos sofreu junto com a Colômbia no duelo contra o Brasil pelas quartas de final da Copa do Mundo. A fanática torcida sonhava com o feito histórico de eliminar a pentacampeã em seus domínios e avançar à semifinal da Copa do Mundo. Não deu. Comandados por James Rodríguez lutaram até o final, mas no final deu Brasil: 2 a 1.
Antes de a bola rolar, o clima era de muita festa e otimismo. Enquanto a salsa rolava solta, quem não estava dançando estava entoando gritos de ordem para a sua seleção. Entre os colombianos, havia duas venezuelanas, e uma equatoriana devidamente pintadas com as cores dos anfitriões da festa. Mas também haviam dois intrusos, brasileiros. Katri Gasparini, 23 anos, mestranda na Universidade Estadual de Londrina (UEL), estava infiltrada para torcer contra o namorado, Sebastián Manrique, de 24, que é colombiano. "É excitante torcer aqui com eles e se o Brasil fizer gol, só eu vou gritar", afirmou. "Vamos torcer e comemorar sem brigas", continuou.
A torcida começou empolgada, mas o balde de água fria veio logo. O gol de Thiago Silva aos sete minutos tirou o sorriso do rosto deles. Foi assim até o fim do primeiro tempo, com muita apreensão.
Veio o segundo tempo e a torcida voltou a ficar animada com a melhora no rendimento colombiano. A explosão de alegria aconteceu aos 20 minutos, quando a Colômbia marcou o gol de empate, mas durou pouco. O árbitro marcou impedimento e ele foi anulado. A explosão, então, foi de xingamentos para cima da "mamita querida" do juiz. Que aumentaram logo depois, quando David Luiz marcou um golaço de falta. Mas receberam bem a provocação de um grupo de brasileiros que torcia próximo de onde estavam.
O pênalti convertido por James acendeu novamente os ânimos colombianos e os minutos finais foram de sofrimento com a esperança do empate salvador, mas ele não veio.
"O jogo não foi muito bom para nós. Não jogamos da forma que jogamos nas partidas anteriores. Mas o Brasil também tem um time muito aguerrido. Agora, vocês têm que comemorar", analisou Alexander Claro, de 37 anos, doutorando da UEL. "Mas ficamos satisfeitos, porque é a primeira vez que a Colômbia chega nas quartas-de final. Estamos feliz da vida", completou.
"A gente queria que a Colômbia ganhasse, mas não estamos tristes. O Brasil é o máximo", apontou Alejandra Gil, de 28 anos, também doutoranda da UEL.
No final, a festa emendou com a dos brasileiros e virou uma só. Ao som de salsa colombiana, com cerveja brasileira e a alegria das duas nações.

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