Triste, Amarildo lamenta desistência da Portuguesa
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Thiago Mossini <br> Reportagem Local 
O pedido de licença da Portuguesa Londrinense da Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense e o consequente rebaixamento à Terceira Divisão do torneio deixaram algumas pessoas tristes em Londrina. Mas uma, em especial, está sofrendo com a temporada em branco da Lusinha, o ex-presidente do clube, Amarildo Vieira Martins. ''Cara mais triste do que eu não existe'', disse, ontem, o agora dirigente do Cambé. ''A cada meia hora alguém me liga para saber do assunto. Mas vou fazer o quê?'', completou.
A Lusinha foi a única equipe da Segundona a abrir mão da vaga no torneio. O presidente Edson Moretti alegou falta de condições financeiras e a necessidade de promover uma reestruturação nas categorias de base para justificar a decisão.
Martins comandou a Lusinha por 13 anos, até o meio de 2009, quando passou o bastão para Moretti. Durante sua gestão, o time alternou altos e baixos, vivendo uma gangorra entre a primeira e a segunda divisões estaduais. Fez diversas parcerias, sendo a maioria furadas, mas participou ininterruptamente dos estaduais. ''Foram 13 anos de trabalho da minha vida jogados fora. Quantos funcionários o clube tem hoje? Quantos moleques têm treinando?'', indagou.
Desde que deixou a Portuguesa, o folclórico ex-árbitro e dirigente se guardou. Evitou entrevistas, fugiu de programas de rádio e televisão, não foi visto nos jornais. Agora, ainda arredio, topou falar apenas para desabafar. Ainda assim, evitou criticar. ''Fico muito triste porque é uma entidade que empregava muita gente, que dava oportunidade a muita gente e tinha credibilidade'', afirmou.


