Curitiba - Há uma nova ordem no futebol paranaense, pelo menos momentaneamente. O chamado ''Trio de Ferro'' da Capital, formado por Atlético, Coritiba e Paraná Clube, ainda não emplacou na Série Ouro e na última rodada sofreu um dos piores golpes da história do Estadual. Pela segunda vez em menos de um mês os clubes do interior levaram a melhor, o que serve de alerta para os até então favoritos ao título.
Até agora, o ''Trio de Ferro'' está mais para ''Trio de Lata'', pois a campanha pífia revela vantagem dos times do interior, que investiram bem menos em contratações e têm estrutura inferior. Em 13 jogos, Atlético, Coritiba e Paraná Clube perderam cinco vezes, empataram três e venceram em apenas quatro ocasiões. Na segunda rodada, o Furacão, o Alviverde e o Tricolor amargaram a pior derrota em 16 anos de Estadual, quando caíram juntos no mesmo final de semana.
Individualmente, a situação também é bastante delicada. O aproveitamento do Coxa até agora é o pior, com 33%. O Paraná Clube, um pouquinho melhor, tem 40%. Ambos sequer integram, no grupo B, a faixa de classificação para a próxima etapa da competição. Somente o Atlético, com uma campanha irregular e desempenho de 46%, avançaria às quartas-de-final caso a primeira fase terminasse hoje. O Rubro-Negro está na quarta colocação do grupo A, com sete pontos.
Os times do interior melhoraram ou os da Capital pioraram? Ou os dois? O Paranaense deste ano repetirá uma ''final caipira'', a exemplo de Londrina e União Bandeirante, em 92? Perguntas ainda difíceis de responder mas que têm dado muita dor de cabeça aos três clubes mais ricos do Estado.
No Atlético, a preferência pela disputa da Copa do Brasil e a ainda aguardada chegada do técnico Lothar Matthaus servem como consolo para o torcedor, que ainda não viu o chamado ''grupo principal'' atuando no Paranaense. A expectativa por um bom desempenho na competição nacional e a possibilidade de voltar a disputar a Copa Libertadores da América em 2007 acabam por amenizar os danos imediatos.
O Coritiba tem a situação mais grave. No pior momento da história do clube, o time não conseguiu se levantar depois de cair para a Série B do Brasileirão. As 13 contratações para a temporada ainda não se converteram em resultados e o técnico Márcio Araújo vai perdendo cada vez mais prestígio, assim como o presidente Giovani Gionédis, que prometeu levar a equipe de volta à elite do futebol nacional este ano. O que, a cada rodada do Paranaense, vai ficando difícil de imaginar.
No Paraná Clube, os torcedores começam a ficar impacientes com o técnico Luiz Carlos Barbieri, em jejum de vitórias há quatro partidas. Como o clube montou um time para ser campeão estadual, a pressão aumenta a cada rodada. A possibilidade de reação com a reinauguração da Vila Capanema, em um ou dois meses, segue como esperança para os paranistas.

mockup