Ed Carlos Rocha
Marcos Freitas
De Curitiba
Coritiba, Atlético e Paraná estréiam hoje no Campeonato Brasileiro sonhando alto. O discurso nos três clubes é o de classificação entre os oito primeiros que participarão da segunda fase da competição. O assunto rebaixamento, que deve incomodar mais rubro-negros e tricolores - eles fizeram campanhas ruins em 98, o que contará na média para escolha dos rebaixados de 99, - é deixado de lado.
Na busca por uma vaga entre os melhores, as equipes contam principalmente com o entrosamento adquirido no Campeonato Estadual, já que foram poucas as contratações de peso.
No Coritiba, a falta de dinheiro, aliada à confiança na equipe que venceu o Paranaense, fez com que a diretoria não contratasse nenhum reforço. O técnico Abel Braga conta principalmente com a volta de Basílio, que estava machucado, e com a recuperação técnica de Darci, que ficou de fora do time em boa parte do estadual devido à contusão. Além disso, ele aposta nos novatos Robert e Jackson como opções para o decorrer dos jogos. ‘‘São jogadores que podem dar uma resposta positiva na competição’’, disse Abel.
No Atlético, a base do primeiro semestre foi mantida, mas chegaram alguns reforços, além do técnico Osvaldo Alvarez, o Vadão, conhecido por revelar alguns craques, como Rivaldo. O principal deles é o volante Axel, que estava no São Paulo. O clube também contratou o zagueiro Fabiano (ex-Flamengo), o volante Marcão (ex-Caldense/MG), o meia Luis Antônio (ex-Juventude/RS) e o goleiro Washington (ex-Matonense). Deixaram o rubro-negro o volante Sidney e o meia Luizinho Vieira.
O técnico Vadão confia na classificação e disse que vai consegui-la com um Atlético ‘‘chato’’. ‘‘Quero que todo mundo diga que o Atlético é um time chato de se jogar contra pela dificuldade que vai ser marcar nossos jogadores. Quero todo o mundo se desmarcando e aparecendo para jogar com velocidade’’, explicou.
O Paraná Clube foi o que trouxe jogadores mais conhecidos. O mais renomado é o meia Jorginho (ex-Santos), que chega com a missão de organizar o meio-de-campo do tricolor. Também foram contratados o conhecido Edinho Baiano (ex-Vitória), que já esteve no próprio Paraná; o meia Nélio (ex-Atlético Mineiro), o meia Pingo (ex-Corinthians) e o zagueiro Ílton (ex-Chapecoense). O clube ainda corre atrás de mais um atacante.
Do time que foi vice-campeão estadual só foram dispensados o atacante Narcísio e o zagueiro Ney Santos. O zagueiro Ageu ainda não renovou o contrato e também poderá sair. Com a base do primeiro semestre e com os reforços, o técnico Márcio Araújo afirma que o Paraná vai ser bastante competitivo na luta por uma das oito vagas na segunda fase. Para ele, a confiança será também um dos aliados do time. ‘‘Temos que acreditar sempre. Vamos pensar longe que chegaremos longe’’, disse.
Números - O rebaixamento de certa forma preocupa mais atleticanos e tricolores devido ao novo sistema que passa a ser adotado pela Confederação Brasileira de Futebol. Para se conhecer as quatro equipes que descerão à Serie B, será feita uma média entre as campanhas de 98 e 99. Por isso, as equipes precisam do maior número de pontos possível para, na média, não correr risco.
Em 1998, o Atlético ficou na 15ª posição com 27 pontos. O Paraná foi o 20º colocado com 24 pontos. O Coritiba, que passou à segunda fase, somou, na classificação geral, 42 pontos, ficando em terceiro lugar. Por isso, corre menos risco em 99.
História - A dupla Atletiba já é velha conhecida no Brasileirão. Este ano disputam o 20º campeonato. O Atlético teve seu melhor momento na competição em 83, quando chegou em terceiro lugar e revelou o ‘‘Casal 20’’, Washington e Assis. O Coritiba tem retrospecto melhor: foi campeão em 1985 e esteve perto da conquista em 1979 e 1980, quando chegou em terceiro e quarto lugares, respectivamente.
Já o Paraná disputa a primeira divisão desde 1993, quando subiu da segundona conquistando o título. O tricolor foi melhor na primeira participação, quando chegou em décimo lugar. No ano passado levou um susto e quase foi rebaixado.Coritiba, Atlético e Paraná Clube iniciam hoje o desafio de ficar entre os oito times que disputarão a segunda fase do Brasileirão
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