Trio de Ferro faz um bom 96
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quarta-feira, 01 de janeiro de 1997
Júlio Tarnowski Jr.<br> Sucursal de Curitiba 
Os torcedores do Atlético Paranaense, Coritiba e Paraná Clube não tem do que reclamar de seus clubes nesta temporada. Todos os três times terminaram 1996 com saldos positivos em número de vitórias e saldo de gols. Além disso o trio da capital garantiu presença na primeira divisão do Campeonato Brasileiro de 1997. Paraná e Coritiba também jogam a Copa do Brasil, no primeiro.
Mas no balanço do ano passado o Atlético, que teve somente quatro técnicos durante o ano - Émerson Leão, Cabralzinho, Gainete e Evaristo de Macedo -, acabou empolgando mais os torcedores e justificou a festa que os fanáticos rubro-negros fizeram.
Nos 66 jogos que disputou em todo o ano de 1996, entre amistosos, Copa do Brasil, Campeonatos Paranaense e Brasileiro, o rubro-negro ganhou 39 partidas, empatou 15 e perdeu 12. O Atlético chegou a ficar 19 partidas invictas no começo do ano, até tropeçar no rival Coritiba, quando perdeu por 3 x 1, numa das fases do Paranaense, já na pré-despedida de Leão.
A quantidade de gols também relembrou os tempos em que o time era chamado de Furacão, nos anos 40, ou de Máquina, no início dos anos 80. O Atlético da dupla Paulo Rink e Oséas, que teve ainda Luís Carlos como o terceiro artilheiro da equipe marcou 124 gols e tomou 65. Saldo a favor de 59 gols. Mesmo com toda essa estatística positiva o rubro-negro não ganhou nenhum título na temporada. Terminou na terceira colocação no Paranaense e na sétima no Brasileiro.
Vice A torcida alviverde também não tem muito que se queixar do time. Só lamenta que o Coritiba terminou o ano com três vice-campeonatos; no Torneio de Verão, no início do ano em Paranaguá, perdendo nos pênaltis para o Paraná; no Torneio Maria Quitéria, em Salvador, também sendo derrotado nos pênaltis, para o Vitória; e no Paranaense, quando deixou o Paraná lhe tirar a vantagem de jogar por dois empates. No Brasileiro, o Coritiba ficou na 14º colocação.
O Coritiba disputou 65 partidas, trocando seis vezes o comando técnico - Lori, Kruger, Heron Ferreira, Kruger, Pepe e Kruger. Mas mesmo com todos essas mudanças de treinador os coritibanos venceram 32 partidas, empataram 16 e foram derrotados em outras 17.
O único O Paraná não chegou aos 100 gols na temporada, apesar do artilheiro Saulo ter comemorado a marca com a camisa tricolor, nos quatro anos que jogou no clube. Ao todo os jogadores do Paraná comemoraram 82 vezes, mas tiveram 60 gols contra. Saldo de 22 a favor.
O Paraná jogou 63 vezes durante o ano de 1996. Venceu 27 partidas, empatou 17 e perdeu 19 vezes. O tricolor paranaense participou da ciranda dos técnicos em seis oportunidades. Começou com Paquito, e depois o trocou por Canhoto, Sebastião Lazaroni, Antonio Lopes, Mário Juliatto e Rubens Minelli.
Curiosamente, ao contrário do Atlético, a estatística do Paraná é favorável na conquista de títulos. Os tricolores terminaram campeões do Torneio de Verão, em Paranaguá, e ganharam ainda o tetracampeonato paranaense.


