Trio de Ferro deu vexame nesta temporada
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domingo, 20 de dezembro de 2009
Luciano Balarotti<br> Equipe da Folha 
Curitiba Em um ano repleto de erros, em que apenas o título estadual do Atlético serviu como pequena compensação, o Trio de Ferro realizou temporada a ser esquecida. E se o Coritiba até fez boa campanha na Copa do Brasil, chegando à semifinal igualando seu melhor rendimento desde a criação da competição no Brasileirão o desempenho dos três grandes clubes da Capital foi pífio.
O fracasso mais retumbante foi exatamente do Coxa, que preparou muita festa longe dos gramados para celebrar seus 100 anos de fundação, mas dentro de campo deu poucos motivos para comemorações. Depois da modesta terceira colocação no Estadual, o time do Alto da Glória, que trocou Ivo Wortmann por René Simões, e mais tarde trouxe Ney Franco para tentar salvar a temporada, viu o ano de festa terminar de forma triste, com o rebaixamento à Série B.
Ao longo do ano, o Coxa se desfez de alguns jovens valores, como Rodrigo Mancha, Felipe e Marlos, ganhando pouco (ou mesmo nada) em cada transferência de suas revelações o mesmo que acontece agora no fechamento do ano com Pedro Ken. E apostou suas fichas no veterano Marcelinho Paraíba para comandar o time rumo aos esperados títulos. Mas, as regalias ao meia-atacante que em certos momentos até justificou o pesado investimento em sua contratação racharam o elenco, desmotivado também pelos atrasos no pagamento de premiações e direitos de imagem. Para piorar, logo após a derrocada final, Marcelinho, mesmo com contrato renovado (e ainda não publicado no BID da CBF), deixa o clube rumo ao São Paulo. Fechando o ano de tristezas, o Coritiba viu seu estádio ser danificado por torcedores e poderá fazer toda a temporada de 2010 longe do Couto Pereira, por enquanto interditado para o Estadual e impossibilitado de receber os próximos 30 jogos do clube em disputas nacionais.
Na Série B do ano que vem, o time reencontrará o Paraná, que pela segunda vez seguida falhou na tentativa de voltar à elite do futebol nacional. Depois de confiar na agenda de Paulo Comelli e contratar praticamente um elenco inteiro para o Estadual, o Tricolor teve que se remontar as pressas para a disputa da Segundona Nacional. Com trocas sucessivas do comando técnico, passou boa parte da competição próximo da zona do rebaixamento. Da qual se distanciou apenas na reta final, já sob o comando de Roberto Cavalo.
A recuperação tardia ainda garantiu uma até certo ponto honrosa 10ªposição na Série B. Que não encobre os erros de planejamento, que culminaram com greve dos atletas (a grande maioria não permanecerá no clube em 2010) às vésperas do último jogo da temporada.
Que foi um pouco menos decepcionante para a torcida atleticana. Isto porque o Furacão soube aproveitar bem a vantagem do supermando e dos pontos extras na fase final do Paranaense para ficar com o título regional. Em compensação, o desempenho no Brasileirão ficou muito abaixo das expectativas de torcida e diretoria, que demorou muito tempo para encontrar um substituto à altura para o colombiano Ferreira. E foi somente após a chegada de Paulo Baier e do técnico Antônio Lopes (depois dos fracassos de Geninho e Waldemar Lemos) que o time se acertou e fugiu do rebaixamento. Mas, graças à inoperância do ataque o pior do Brasileirão, com apenas 42 gols marcados o clube não conseguiu sequer uma vaga na Copa Sul-Americana. E torce, a exemplo de seus rivais, por dias melhores em 2010.


