São Paulo - O adversário do São Paulo na Libertadores é mais que um time argentino. É um time argentino comandado por Diego Pablo Simeone, aquele volante da seleção que entrou para a história do futebol por suas jogadas ríspidas, virilidade acima do aceitável, marcação implacável um encrenqueiro de marca maior.
Simeone foi tudo isso como atleta e agora comanda o Estudiantes de La Plata ao berros da beira do gramado. Quer formar a equipe à sua semelhança. O Estudiantes é seu segundo clube na empreitada. O primeiro foi o Racing, onde trabalhou por 14 jogos, sem sucesso.
Simeone é o grande rival do São Paulo na Libertadores. E ele promete um time forte, trabalhador, duro e incansável, mas também técnico e inteligente. O time tricolor terá de se desdobrar para vencer no Morumbi, sobretudo porque perdeu o primeiro confronto na Argentina, quando a equipe ainda não era dirigido por ''El Cholo'', apelido que Simeone carrega da infância, que quer dizer ''filho da terra''.
Não seria demais se Muricy preparasse seu time para um festival de pancadaria. Mas Simeone também foi um bom jogador, mesmo a despeito de se transformar num gladiador quando vestia a camisa da Argentina. Para muitos, foi ele que inventou o carrinho no futebol portenho sua jogada preferida para superar rivais, muitas vezes com falta. Com a bola, ''El Cholo'' era técnico, bom passe e sabia fazer gols.
O técnico do Estudiantes, portanto, tem experiência para classificar seu time em São Paulo, contra tudo e contra todos. Simeone disputou três Copas do Mundo (94, 98 e 2002) e atuou em equipes como Vélez Sarsfield, Atlético de Madri e Internazionale de Milão.
A partida de hoje será sua estréia no comando do clube argentino. Simeone não terá três jogadores que atuaram no primeiro jogo. Os defensores NuÀez e Cáceres não renovaram seus contratos, enquanto o meia Gelabert foi negociado com o Saint Gallen, da Suíça. (A.E.)

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