Curitiba - Em sua caminhada na Libertadores, o Paraná tem pela frente, além do Flamengo, duas equipes quase desconhecidas no Brasil: o Unión Maracaibo, da Venezuela, e o Real Potossí, da Bolívia.
O primeiro desafio será próxima quinta-feira, em Maracaibo, segunda maior cidade venezuelana, situada na região petrolífera. A equipe local, que tem as cores azul e vermelha, completou seis anos de fundação no mês passado e conta com quatro títulos nacionais (dois Apertura e dois Clausura). Disputou a Libertadores duas vezes, em 2004 e 2006, sem passar da primeira fase.
Sua base é formada por atletas experientes, como o goleiro Angelucci, 39 anos, o lateral-esquerdo Martínez, 36, complementada por jovens revelações, como o atacante Emilio Rentería, 22. Os destaques do time são o lateral direito Vallenilla, os volantes Pedro Fernández e Mea Vitali, e o atacante Daniel 'Cafú' Arismendi, todos da seleção nacional. No atual campeonato, o Unión Maracaibo ocupa a quinta posição, com nove pontos em seis rodadas.
Bem mais antigo - foi fundado em 1941 - o Real tem como maior arma a altitude da cidade de Potosí, situada na Cordilheira dos Andes, a 3.960 metros. Jogando em casa, e equipe, que tem apenas o título da 2 Divisão em 1997, não perdeu nenhum jogo em 2006. Na Libertadores, não passou da primeira fase em sua única participação, em 2002. Este ano disputou apenas um torneio amistoso e tem como destaques os atacantes 'El Garrincha' Líder Paz e 'El Turbo' Adrian Cuellar. (L.B.)

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